Historia do pastel seco … os inícios desta técnica
O pastel começa a ser utilizado nas suas origens como um meio seco e rápido de aplicação das cores ao desenho, para assim potenciar os volumes e se aproximarem mais a realidade, principalmente na pintura dos retratos e figura.
No século XVIII já e considerada uma das técnicas mais utilizadas pelos artistas da corte francesa. Hoje em dia já não é vista só como um complemento ao desenho mas sim como uma técnica pictórica com personalidade própria.
A forma como o pastel é conhecido hoje em dia, tem os seus inícios entre os séculos XVI e XVIII.
Muitos artistas utilizavam lápis pastel para os seus esquissos.
Temos dessa data alguns exemplos, como os estudos feitos por Federico Barocci (1535-1612). Os trabalhos de retratos de Daniel Dumoustier (1574-1646) e de Claude Mellane (1598-1688), deram para criar enormes galerias com as suas representações.
Eles poderiam ser chamados os predecessores da técnica do pastel
Para finais do século XVII o pastel cresceu como um género autónomo e fica associado ao nome de Rosalba Carriera (1674-1757), e aos seus elegantes retratos realizados com esta técnica.
Podemos então considerar esta artista, Rosalba Carriera como a pioneira desta técnica.
Foi esta pintora veneciana, quem adquiriu grande sucesso ao trabalhar em França durante o reinado de Luis XV. As suas tecnicas foram perfeiçoadas por Maurice Quentin de la Tour quem se converteu no retratista mais popular desse seculo (1704-88).
Eles foram seguidos por Mary Cassatt, Watteau, e por por muitos outros artistas.
Assim, em França, a pintura a pastel chegou a se converter num genero de epidemía que fez que para 1780 já trabalhassem em Paris mais de 2500 pastelistas.
Edgar Degás (1834-1917), foi o primeiro pastelista entre os impresionistas, coleccionou as obras de la Tour e desenvolveu a sua técnica alem das formulas tradicionais dos maestros do século XIX.
Todo artista que deseje pintar com pastel devería estudar as obras de De la Tour e do seu contemporáneo Perronneau (1715-83), os retratos máis serios de Chardin (1609-1779) e as inumeras técnicas aplicadas por Degás, Edouard Manet, La Trec e tantos outros ao longo do século.
Os pasteis permitem desenhar e pintar com toda a vivacidade da cor e sem as desvantagens do secado a distintas velocidades ou o afundamento da tinta associadas a pintura a óleo.
O pastel, tem uma apresentação intima que faz com que muita gente pense que pintar com eles é fácil e rápido.
Isto, como poderá descobrir qualquer artista que experimente a técnica, é só ilusão.
Pode servir de consolo uma carta escrita por De La Tour ao Marques de Marigny (irmão de Madame Pompadour) na qual o artista nomeia as dificuldades da técnica…
“O pastel, Exmoº Marqués, apresenta muitos mais problemas, tais como o pó, a debilidade de alguns pigmentos, o facto de o tom nem sempre ser exacto, ter que misturar as cores no proprio papel, sob o risco de estragar o trabalho e a falta de solução quando a obra perde o espiritu…”
Mesmo assim, hoje em dia, este médio continua a ser uma técnica de grande força seguida por milhares de artistas a volta do mundo.!!!