Espaço negativo e espaço positivo
Como já foi descrito em vários artigos aqui em “Amopintar”, todos nos possuímos uma capacidade natural de desenhar.
Se ainda não leu esses artigos sobre este assunto, recomendo seriamente que os leia…terá uma visão diferente sobre o tema que falaremos a continuação e sobre os exercícios que facilitamos neste Blog!
Ver como os artistas
Aprender a ver
O nosso objectivo ao longo de todos os artigos, dicas, exercícios e tutoriais será descobrir as nossas capacidades naturais e desenvolve-las
a.-Não subestime nenhuma informação que oferecemos aqui
b.-Faça todos os exercícios
c.-Pratique
d.-Pergunte e sugira novos temas participando no Blog.
Um dos temas e técnicas abordadas na aprendizagem do desenho baseia-se na observação dos espaços negativos e positivos…mas o que é isto e como se utiliza?
Espaços negativos e positivos.
Basicamente consiste numa técnica, na qual desenhamos nos abstraindo da identificação especifica do objecto que estamos a desenhar e passamos só a observa-lo como um bloco mais os seus espaços circundantes.
Com isto conseguimos desenhar com mais precisão.
Passarei agora a explicar esta técnica, mas antes necessitamos conhecer alguns termos:
Espaço positivo: No desenho o espaço positivo é aquele espaço que ocupa o objecto
Espaço negativo: E o espaço a volta do objecto

Se tomarmos a fotografia do pássaro que representamos na Imagem-1, e a transformarmos (só para efeitos desta explicação), numa imagem simples de formas a preto e branco, como vemos na Imagem-2, será muito fácil perceber que a forma em preto é o espaço positivo, ou seja o espaço ocupado pelo objecto que queremos representar, neste caso, o pássaro. E o espaço negativo é a forma representada em branco, ou seja o espaço a volta do objecto.
Olhando para as duas imagens, pense por uns instantes…qual das duas imagens acha que representaria com mais facilidade? A Imagem-1 ou a Imagem-2.
Sem dúvidas que será muito mais fácil para si, representar com maior precisão o desenho da Imagem-2. Porque está a abstrair-se do nome da figura que esta a desenhar e só está a olhar para formas, dimensões e proporções.
Não esta a desenhar um pássaro, mas sim uma mancha preta com uma branca a volta.
Agora e o seu turno de participar….Peque na Imagem 2 e tente reproduzir o que vê, prestando atenção ás distancias entre a mancha preta e o limite da imagem e nas proporções da imagem…como resultado, deverá obter um desenho como o que se mostra a seguir:

Não deixe de assistir a todos os exercícios, tutoriais, dicas e passo-a-passo…em cada um descobrirá uma informação nova e útil….ahhhhh e participe. Gostaria de saber o que opina de nos e deste Blog, o que gosta ou não gosta nele….Posso contar consigo?
Bons Desenhos e Boas Pinturas!
Moldura de enquadramento. O que é e para que se utiliza?
Janeiro 22, 2010 by Mag
Filed under Composição
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Olá Magaly,… Ja ouvi falar da moldura de enquadramento, mas o que é isso, para que serve, como se utiliza?
Enviado por: Saul Dinis
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A moldura de enquadramento, é uma ferramenta indispensável para o desenhador, pintor, fotografo ou artista plástico no geral.

No entanto e a pesar de ser uma ferramenta muito simples, poucas pessoas ou até poucos artistas conhecem da sua existência.
Em alguns países, é vendido nas lojas de materiais artísticos, mas também pode ser construído em casa.
Na fotografia anterior mostramos a forma de esta moldura quando é adquirida em lojas de arte.
Na fotografia a seguir, mostramos como é utilizada, com especial atenção pelos pintores “plain air”, ou seja aqueles que pintam e desenham ao ar livre.
Graças a este equipamento, eles podem enquadrar num ambiente natural de trabalho, aquele enquadramento que consideram ideal para representar nas suas pinturas e a seguir, transferir este desenho para a tela ou papel.

Aqui em amopintar podem visitar dois importantes tutoriais:
Além disso, não deixem de ler os Artigos relacionados onde poderão ampliar o seu conhecimento sobre desenho, pintura e composição.
Treinar o cérebro para desenhar – Parte I
Tutorial: Treinar o cérebro para desenhar
ParteI
Desenhar uma assinatura!
Na sequência do processo para aprender a ver como os artistas, existem vários exercícios indicados para aguçar esta capacidade inata que todos temos e que depende directamente do desenvolvimento do lado ou hemisfério direito do cérebro.
Nesta serie de vários tutoriais que iremos apresentando a pouco e pouco, mostraremos alguns dos exercícios criados no sentido de ajudar a desenvolver estas capacidades…
Leia os artigos, faça os exercícios e não subestime o valor do informação…Você ficará surpreendido ao comprovar os maravilhosos resultados que sentirá, após algumas horas de trabalho.
Imitar uma assinatura.
E agora você estará a pensar…eu quero desenhar pessoas, objectos, coisas, animais! Ao que eu respondo: Sem presas, primeiro temos que treinar o nosso lado criativo.
Porque uma assinatura?
E para isso nada melhor que abstrair-nos do que estamos a desenhar…Uma assinatura não é outra coisa que uma sucessão de espaços positivos e negativos, formas e proporções entre eles.
Porque, virada ao contrário?
Simples…Para enganar ao nosso cérebro.
Quando vemos alguma coisa e pretendemos desenha-la, a primeira coisa que fazemos mesmo inconscientemente é interpreta-la e encaixa-la dentro dos padrões que conhecemos. Isto é um grande atrapalho na hora de desenhar, porque acabamos por não ver o que realmente temos a frente dos olhos e em lugar disso nos esforça-mos por trespassar ao papel formas baseadas nos preconceitos e imagens da nossa mente em lugar da realidade.

Acreditando ou não, passemos a fazer este exercício.
•As Formas.- Tente esquecer o que cada forma quer dizer e concentre-se exclusivamente nas formas. Ou seja: pense “esta é uma curva , aqui há uma inclinação, isto é um semicírculo…em lugar de pensar: isto é um “C” ou esta letra é um L ao contrario….Não pense assim, isto atrapalha!!!
•Os Ângulos: Concentre-se em ver as inclinações e ângulos?
•Espessuras: È constante ou varia
•Espaços: Procure os espaços ou saltos entre as formas.
•Estilo: Cada assinatura tem personalidade…Verifique se os traços são contínuos ou cortados…Se esta a imitar uma assinatura, tem que parecer verídica.!!!
Quando acabar, vire-a ao contrário o seu desenho e compare-a com o original. Que tal…são parecidas? Se não ficou parecida, faça o exercício de novo, desta vez com a assinatura ao direito, com calma e verifique:
• Qual resultado é melhor
• Qual fez com mais confiança
• Qual foi mais fácil.
Como ponto final, aconselho que repita este exercício com assinaturas de varias pessoas e não se precipite em começar a querer desenhar, recorde que o principal objectivo com este pequeno tutorial é melhorar a capacidade de coordenação entre os olhos e a mão… aprender a ver como os artistas vêm.



Nota.-
Aqui tem varias assinaturas de personalidades conhecidas para que pratique e se divirta um pouco.
Para satisfazer a sua curiosidade, você está a desenhar as assinaturas de Jackeline Bisset, Alfred Hitchcook, Elvis Presley e Joan Collins….
Parte-I: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar uma assinatura.
Parte-II: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar ao contrario
Parte-III: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar a sua mão
Mais um ponto de fuga
Uma vez que já perceberam o conceito de perspectiva com um ponto de fuga, chegou a hora de acrescentar mais um ponto de fuga aos desenhos.
Para perceber como os dois tipos de perspectiva que já explicamos, se aplicam a um mesmo objecto, bastará ver as imagens que seguem.

Trata-se de um cubo.
Se olharmos para ele com uma das suas caras paralelas a nos, notamos como as caras verticais convergem a um ponto. Isto acontece nas duas primeiras imagens.
Mas se virarmos o mesmo cubo para coloca-lo com uma das suas arestas de frente a nos, notaremos como as caras verticais convergem a dois pontos de fuga diferentes…..
Aprender a trabalhar com dois pontos de fuga, não é difícil e se tem intenção de aprofundar sobre este conceito, recomendo que leia o seguinte artigo: Perspectiva com dois pontos de fuga.
Neste artigo nos limitaremos a mostrar alguns exemplos da aplicação desta técnica….
No exemplo a seguir, foram ressaltados os pontos de fuga e as linhas imaginarias e referenciais que convergem a estes pontos.

O tema não é difícil, mas a informação deve ser assimilada, compreendida e praticada. Por tanto, recomendamos que visite todos os artigos sobre este tutorial:
- Introdução a perspectiva
- Criar profundidade com a perspectiva
- Perspectiva com um ponto de fuga
- Mais um ponto de fuga
- Perspectiva com dois pontos de fuga
- Perspectiva com três pontos de fuga
- Perspectiva aérea ou atmosférica
Composição…Uma breve introdução a este conceito
Junho 22, 2009 by Mag
Filed under Composição
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Olá Magaly,… Uma das minhas maiores preocupações é colocar as imagens na tela e achar que ficou no sitio certo…Tem a ver com composição dos objectos. Poderia fazer alguns esclarecimentos sobre este tema.?
Enviado por: Anaisa Reis
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A forma de colocar os objectos na tela de forma a que fiquem no sitio certo, como a Anaisa pergunta, tem de facto a ver com a composição.
Uma das peças elementares no desenho é a composição…
Mas…O que é composição:
Utilizando palavras simples e comuns que permitam a qualquer pessoa perceber, podemos dizer que “a composição” refere-se à maneira pela qual são arranjados e organizados os elementos de um desenho dentro do espaço ou superfície de trabalho.
Desde o ponto de vista artístico, Composição tem a ver com a forma como o artista coloca e dispõe as formas positivas e os espaços negativos dentro de um formato determinado.
Para isso muitos elementos entram em jogo, alem do real posicionamento dos elementos ou do tamanho e forma da superfície, também devem ser consideradas as cores a utilizar, ja que algumas têm mais peso visual que outras, mas também o equilíbrio entre os espaços.
Para maior esclarecimento e compreensão deste importantissimo tema para os artistas, eu recomendo que visite a informação referente a composição que se encontra aqui mesmo em Amopintar, aí encontrará esclarecimento, exemplos e alguns exercícios prácticos.
Para isso bastará visitar a seguinte ligação: “Tutorial sobre Composição”,
Se gostou do artigo?…Volte sempre e deixe os seus comentários. Se deseja algum tema específico seja desenvolvido em “Amopintar”, ou então Pergunte…Que eu respondo!!!
Bons desenhos!
Todos sabemos desenhar…
Maio 25, 2009 by Mag
Filed under Artigos e Leituras
Todas as crianças são artistas…O problema é permanecer artista quando crescem. – Pablo Piccasso
Uma vez que quando crescemos “desprendemos”, devemos procurar na nossa vida adulta formas de reaprender… nunca é tarde para cumprir o nosso sonho!!
Basicamente, não é necessário talento, mas sim muita paciência, perseverança… e procurar e incentivar todo o talento dormido que levamos dentro!

Se algum dia aprendeu a escrever, o a dançar, porque não haveria de aprender a desenhar?
A final trata-se de aprender a ver aquilo que queremos desenhar e aprender a coordenar os nossos olhos e as nossas mãos para reproduzir o que vemos numa superfície em duas dimensões.
Realmente não há grandes segredos, mas sim dedicação e prestar atenção… demais esta dizer que também é necessária muita prática…
Alguma vez souberam de algum dançarino que não dedique pelo menos 4 horas diárias ás suas praticas…Ou algum desportista que não treine diariamente e exercite o seu corpo…Com certeza que não…!
Então, esta é a primeira chave para tudo… PRATICAR!!!
Se esta neste blog, a ler estes artigos e a querer aprender, recorde que:
a-Não é por ler o que aqui encontra, que aprenderá
b-Não é por ver os desenhos que aqui apresentamos ou por seguir os tutoriais, que aprenderá.
c-Só aprenderá se tomar desde já o compromisso de praticar até o cansaço sobre todos os assuntos que apresentamos neste blog, e os que recomendamos, e os que por si próprio decida investigar.
Até o próximo artigo e Pratique sempre!!!
José Eduardo Moniz
Abril 4, 2009 by Mag
Filed under Rostos em pastel
Como criar uma escala tonal
O conceito específico sobre o significado e importância da escala tonal, será explicado em outro artigo, futuramente. Por enquanto o mais importante é saber que existe este conceito e saber como exemplifica-lo.
Para fazermos uma tabela de escala tonal, devemos contar com a nossa colecção de pelo menos 7 lápis com numeração do 6B ao 6H. Poderia contar por exemplo com a seguinte sequência: 6B, 4B, 2B, HB, 2H, 4H, 6H.
Se tem dúvidas sobre este tipo de lápis, leia o artigo sobre “Os tipos de lápis”
A seguir, realize uma quadrícula com 7 quadrados como se indica na imagem a seguir

Sobre esta quadrícula, começando pelo quadrado da esquerda e utilizando o lápis 6B, encha o espaço.
No quadro a seguir utilize o lápis de numeração inferior e assim sucessivamente até preencher todos os espaços com os 7 lápis que dispõe.
Neste momento, deverá ter uma sequência semelhante a imagem que segue:

Este exercício também pode ser feito só utilizando exclusivamente o lápis 2B por exemplo e variando a pressão com que o aplica sobre o papel. Tente fazer esta tabela desta forma, já que será muito útil para aprender a manejar e controlar a pressão da sua mão sobre o papel aprendendo assim a ganhar mais controlo e precisão dobre o seu desenho.
Espaço negativo.
Uma breve explicação do significado do espaço negativo, acompanhado de exercícios.
Como já foi explicado num artigo anterior, a existência dos espaços positivos e negativos num desenho constituem uma ferramenta interessante para treinar ao principiante no processo de aprendizagem
Agora utilizaremos estes conceitos para aprofundar esta aprendizagem. O objectivo no exercício que se seque é enganar ao nosso cérebro lógico ao nosso favor de forma a facilitar o processo de aprendermos a ver como os artistas vem.
O exercício consiste no seguinte…em lugar de desenhar um objecto, desenharemos o espaço que o rodeia para assim definir esse objecto!
Porque estaremos a enganar ao cérebro?
Porque ele está habituado a ver um objecto, defini-lo e pôr-lhe um nome passando imediatamente a recrear a imagem desse objecto que esta gravada no subconsciente.
Desta forma se cria uma interferência entre o que o cérebro aceita como a forma desse objecto e a verdadeira forma que pretendemos desenhar.
A continuação tem um exemplo que gostaria que seguisse passo-a-passo:
Pegue numa folha de papel e desenhe uma cadeira tomando como exemplo qualquer uma das que se mostram nas imagens a seguir
Quando acabe de fazer este desenho não o critique nem opine sobre ele, simplesmente guarde-o. Falaremos dele no fim deste artigo.

A seguir, pegue em duas folhas tamanho A5 e desenhe em cada uma os seguintes desenho que se representam na Imagem-1 e Imagem-2
Quando acabe de os fazer, una-os de forma a obter a figura da imagem-3

Observações e Conclusão:
Achou fácil desenhar as cadeiras?
- Se achou difícil fazer este desenho ou se ele não ficou igual ao original, é porque se esqueceu de ver as formas e viu uma cadeira. Então tentou representar a cadeira que tem pré-desenhada na sua cabeça
- Achou difícil desenhar as formas representadas na Imagem-1 e Imagem-2?
Seguramente não. Alias, tenho a certeza que achou facílimo….Porque? Porque o seu cérebro calculista não sabia o que estava a desenhar e concentrou-se a preencher áreas com o lápis. Sem saber, estava a representar uma cadeira, mas não aquela que esta guardada na sua cabeça, mas aquela que teve que reproduzir a partir da imagem.
Hoje já deu um passo a frente e com certeza começa a acreditar que de facto é fácil aprender a desenhar mesmo sem dar por isso…
Volte sempre para próximos artigos, exemplos, exercícios dicas e tutoriais.
E por favor, opine, deixe o seu comentário. Eu gostaria de saber se o meu esforço vale a pena….
Bons desenhos!!!
Perspectiva com três pontos de Fuga
Em artigos anteriores abordamos duas formas de perspectiva:
- Introdução a perspectiva
- Criar profundidade com a perspectiva
- Perspectiva com um ponto de fuga
- Mais um ponto de fuga
- Perspectiva com dois pontos de fuga
- Perspectiva com três pontos de fuga
- Perspectiva aérea ou atmosférica
Neste artigo veremos o que é uma perspectiva com três pontos de fuga ou perspectiva aérea.
Podem ser utilizados um infinito número de pontos de fuga em qualquer cena. O número de pontos de fuga, dependerá do número de planos que possua a figura. Este tipo especifico de perspectiva com três pontos de fuga, surge quando o observador esta localizado muito acima ou abaixo da linha do horizonte e por tanto os planos horizontais também sofrem deformação.
Em arquitectura, este tipo de perspectiva se conhece também como perspectiva aérea, devido ao facto de que muitas imagens observadas desde o céu ou a uma elevada altura por cima do objecto, produzem este tipo de perspectiva.
No exemplo a seguir, o edifício é observado a uma altura muito acima da altura do mesmo, por tanto a imagem é representada neste caso com três pontos de fuga.
O nome perspectiva aérea, no entanto, é utilizada em artes plásticas para definir outro tipo de perspectiva, cujas características, serão explicadas no artigo perspectiva atmosférica ou perspectiva aérea.
Perspectiva com um ponto de fuga.
Noções básicas de uma técnica de desenho que permite representar em duas dimensões os objectos tridimensionais.
A perspectiva é um sistema matemático que permite criar a ilusão de espaço e distancia numa superfície plana. Neste pequeno gráfico podemos ver o funcionamento de uma projecção que resulta numa perspectiva e onde se mostram os elementos que a definem
Perspectiva simples ou com um ponto de fuga
Numa perspective simples ou de um ponto de fuga, todas as linhas de um objecto ou desenho apontam a um ponto colocado na linha do horizonte. Neste caso o observador esta situado por cima da linha do horizonte.
Na Figura 2, a linha do horizonte esta a altura do olho do observador.
Na Figura 3, o observador esta situado abaixo da linha do horizonte.
Quando alteramos a altura da linha do horizonte, o ponto de observação e o ângulo de observação, obtemos efeitos interessantes nos desenhos.
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Se nunca tinha reparado, a perspectiva simples como explicamos neste artigo, esta a nossa frente quase em todo momento. Um exemplo disso é a fotografia que se mostra a seguir. Uma estrada onde se reflecte claramente a perspectiva com um ponto de fuga.
Observe a sua volta e tente encontrar mais exemplos como este.!

Não esqueça visitar todos os artigos sobre este tutorial de perspectiva:
- Introdução a perspectiva
- Criar profundidade com a perspectiva
- Perspectiva com um ponto de fuga
- Mais um ponto de fuga
- Perspectiva com dois pontos de fuga
- Perspectiva com três pontos de fuga
- Perspectiva aérea ou atmosférica
Técnica de desenho a Carvão
Janeiro 23, 2009 by Mag
Filed under Tecnicas de pintura
O carvão, é o método artístico de desenho mais antigo que se conhece e ao mesmo tempo, o mais simples.
O material é feito de paus de madeira carbonizados. Geralmente de ramos de salgueiro ou videira.
Marcam com facilidade, proporcionando traços amplos e a possibilidade de cobrir grandes superfícies com sombra.
Pelas suas qualidades expressivas, é possível plasmar atmosfera, luz e inclusive cor aos temas realizados com este material.
Tipos de carvão
a) Carvão em pau:
Apresenta-se com a forma e aspecto original dos galhos.
Os mais suaves são os galhos de videira.
A maioria das marcas oferece três consistências: macia, media e dura. Podem-se usar pelo extremo ou planos ao longo do seu cumprimento.
Afiam-se com navalha ou sobre uma superfície abrasiva como a lixa.
São muito úteis para realizar desenhos soltos, amplos e expressivos.
As formas e tamanhos mais comercializados são as barrinhas de 13 a 15cms com diferentes grossuras de 5mm. a 1,5cms.
b) As barras de Carvão:
Consiste na mistura de pó de carvão com aglutinante, em certos casos misturados com argila.
Resulta mais estável que o “carvão” e a sua intensidade e fluidez é semelhante aos lápis a pastel.
Têm dimensões ente 9 e 12 cm e grossuras de cerca de 0,6 cm. Partem-se menos durante o trabalho, pois são mais resistentes.
Apresenta-se em forma de barrinhas cujos traços são mais difíceis de remover com a borracha.
d) O lápis grafite:
E uma barrinha muito fina de carvão comprimido protegido por um envoltório de madeira em forma de lápis de fácil manejo.
É menos sujo que as versões anteriores. Só é possível desenhar com a ponta e existem numa gama que vai do 6B muito macio, 4B macio, 2B médio, HB duro.
Estes tipos de carvões ou grafite podem ser utilizados individualmente ou em combinação dando aos desenhos efeitos extraordinários.
Superfícies.
A grafite pode ser aplicada sobre varias tipos de superfícies rugosas como o papel de embalar, cartão, tela. No entanto, a superfície mais utilizada hoje em dia é o papel Canson Mi-teintes ou Ingres cuja textura contribui á obtenção de traços variados e ricos efeitos no desenho. Estes papéis existem numa variedade inúmera de cores.
Técnicas
O carvão usa-se no desenho de linhas, no trabalho com valores tonais de claro e escuro ou na mistura de ambas.
Trabalha-se com muita facilidade sobre grandes superfícies, pois é macio e marca com facilidade.
Usa-se também no esboço da pintura a óleo, acrílico ou na pintura de cenários, murais, etc., pois desprende-se com facilidade, se o desejarmos deixando apenas suaves traços ou manchas que servem de guias no trabalho.
Algumas ferramentas de ajuda para desenhar com carvão, são a borracha pão, os esfuminhos em forma de lápis ou o pano de camurça ou até as próprias mãos.
O trabalho de carvão é muito frágil. No final dos trabalhos o desenho deve ser fixado, coberto com um spray próprio fabricado para tal fim e que consiste em, uma solução vaporizada de álcool e goma laca ou goma-arábica
Tinta e caneta.
Janeiro 22, 2009 by Mag
Filed under Tecnicas de pintura
A seguir alguns apontamentos interessantes sobre esta técnica de tinta e caneta ou “Tinta chinesa”
A Tinta é o principal material utilizado para uma técnica de desenho na qual, tintas a cor, incluindo a tinta preta são aplicadas na superfície de papel utilizando uma caneta.
Pode ser ocasionalmente utilizado como um método de estudo ou esboço, mas constitui também um método artístico em si próprio.
Falamos da Caneta e tinta que também se utiliza para a escrita e caligrafia…
Diferentes tipos de canetas produzem diferentes tipos de linhas, desde a mais finas até outras grossas e de perfil arredondado ou quadrado.
Hoje em dia os tipos de canetas utilizados são variadíssimos e até se recorre a instrumentos modernos, como as canetas tipo “Fonte”, “ballpoint” ou “Rapidograph” principalmente.
No entanto, embora na arte, esta técnica tivesse utilizado frequentemente para esboços, com alto grau de abstracção, também é verdade que muitos artistas desenvolveram desenhos com alto grau de pormenorização para ilustração de livros e revistas.















