Um rosto em pastel seco
Março 30, 2010 by Mag
Filed under Rostos em pastel
Mais um rosto em pastel seco, realizado seguindo o método que utilizo nos workshops.
Como bem sabem, este método para desenhar e pintar o rosto, foi simplificado por mim ao longo dos anos, a fim de poder ensinar a desenhar e pintar o rosto de uma maneira fácil.
Para quem não conhece os workshops para aprender a desenhar o rosto em pastel seco, ficam a saber que eles estão disponíveis no Atelier-online e podem saber mais sobre eles, visitando as ligações que nomeio a seguir:
- Desenhar o rosto em pastel seco – Nível Básico
- Rostos de Criança em pastel seco
- Desenhar o rosto perfeito



Como desenhar: Desenho Negativo – ParteIII
Como desenhar: Desenho Negativo
Explicação e utilização do “Desenho Negativo”
Parte III- Aplicação prática deste conceito.
Este exercício se encontra exposto no livro “Drawing from line to life” de Mike Sibley.
Para quem não tem o livro ou não percebe inglês, e dando o devido mérito a este excelente desenhador, colocamos este exercício o qual é extremamente interessante para vos dar a perceber o conceito dos espaços negativos e positivos, assim como o a técnica de desenho negativo e a sua real aplicação.
Trata-se do desenho de vegetação colocado num fundo em sombra.
Foram definidas vagamente e com linhas muito ténues o conjunto de plantas que se pretende desenhar, que neste caso seria o objecto (positivo).
Mas em lugar de desenhar as plantas, desenhamos o espaço a volta. Só no fim, trabalham-se os espaços em branco ( ou seja as folhas) para dar o carácter e texturas necessários e aplicam-se as sombras.
Siga cada fotografia passo-a-passo para perceberem ainda melhor o processo…

Nestas duas últimas imagens, fica claramente exposto o objecto ou espaço positivo (em branco). Estou-me a referir ás folhas. E nota-se como uma vez definido o objecto, é mais fácil trabalhar cada uma das folhas separadamente a fim de dar as texturas e acabamentos finais.
Desta forma fica evidenciado o conceito de desenho negativo.
Foram utilizados os espaços negativos de uma forma deliberada, para criar o desenho. Esta forma de desenho é especialmente útil para trabalhar imagens complexas com muitas texturas e planos de profundidade.

Gostou deste tutorial?
Então leia também algumas dicas importantes sobre este tema AQUI…Hey…e não esqueça, participar!!!
Parte I- Desenho Negativo: O conceito
Parte II- Desenho Negativo: Exemplificação
Parte III- Desenho Negativo: Aplicação
Jose Carlos Pereira
Abril 5, 2009 by Mag
Filed under Rostos em pastel
Este quadro pertence a uma pequena colecção de retratos em pastel seco, dedicados ás figuras públicas, principalmente artistas da televisão portuguesa.
Neste caso se trata de José Carlos Pereira.

O procedimento para desenhar e pintar em pastel seco, é bastante simples, basta para isso seguir certas instruções…. Se deseja conhecer o procedimento, visite também estas ligações:
- Um rosto passo-a-passo
- Como desenhar o rosto
- Ou então visite o Atelier-Online, onde encontrará muitas dicas e informação interessantes.

Forma e Tamanho
Forma e Tamanho…A relação das proporções dos objectos.
A forma e tamanho dos objectos nos permitem reconhecê-los e diferencia-los uns dos outros.
Observando a Figura A-1, podemos concluir que o único factor em comum entre eles, é que todos são cogumelos. No entanto, cada um possui características diferentes em suas proporções, que nos permite diferencia-los entre si.
A relação entre as alturas, as grossuras dos “troncos” e as “cabeças” determinam a forma de cada um de eles respeito aos outros.

Quando desenhamos, devemos observar minuciosamente o modelo e estabelecer adequadamente a relação de proporções entre os distintos elementos que o conformam a fim de representa-los correctamente.

Se assim não o fizermos, estaremos a representar uns objectos parecidos aos modelos, mas não os objectos com as formas reais e correctas. No entanto, se calcularmos e mantivermos a relação de proporção com o modelo, estaremos definindo a sua forma e tamanho e representando-a correctamente mediante o desenho.
Vejamos por exemplo, a Figura A-2. As proporções das dimensões A e B dos cogumelos não são iguais aos representados na Figura A-1. Estes desenhos por tanto, não possuem as mesmas proporções.
Perspectiva atmosférica
Em arte, principalmente na pintura, a perspectiva atmosférica, refere-se á técnica, mediante a qual é possível criar ilusão de distância e profundidade entre os objectos aplicando certas técnicas que implicam a utilização da cor, do valor e da nitidez dos objectos representados.
Perspectiva aérea ou atmosférica, é um termo aplicado as artes plásticas. O nome não deverá ser confundido com o conceito de perspective aérea ou com três pontos de fuga, aplicado no desenho técnico ou na arquitectura.
Este conceito expressa que, a medida que a distancia entre o observador e o objecto aumenta, o contraste entre os objectos e o plano de fundo decresce assim como os detalhes e pormenores dos mesmos.
O descobrimento desta técnica foi do arquitecto e engenheiro do renascimento italiano Filippo Brunelleschi, embora seja erroneamente atribuído o descobrimento da mesma a Leonardo DaVinci pelo facto de ter ele utilizado intensamente esta técnica nas suas pinturas e por ter investigado e escrito muito ao respeito. Em alguns dos seus manuscritos descreveu a técnica à qual chamava perspectiva aérea, da seguinte maneira: “…as cores se tornam mais claras em proporção a distância da pessoa que esta a olhar para elas. Por tanto se estivermos a 5 vezes a distância do objecto, aclaramos a cor 5 vezes.”
Como aplicar a perspectiva aérea ou atmosférica
Em relação á cor:
- A temperatura da cor é utilizada pare criar o efeito de profundidade, utilizando cores mais frias nos objectos mais distantes e cores mais quentes nos objectos mais próximos.
- Por exemplo, quanto mais longe os elementos de uma paisagem, mais frias são as cores a utilizar. Para representar os objectos ou elementos nos planos mais próximos deveram ser utilizadas cores levemente mais quentes.
- Com a distância, as cores são representadas menos saturadas e com tendência a igualar a cor de fundo. No caso das paisagens, esta cor é geralmente azul, mas poderá variar de acordo com a paisagem a representar.
Em relação ao valor tonal e nitidez:
- O valor tonal ou escala de valores, luzes e sombras, também são utilizados para representar distância nos desenhos e pinturas assim como a nitidez nos pormenores e detalhes.
- Os objectos a distancia tendem a ser mais claros e menos definidos enquanto que os objectos em primeiro plano são mais escuros e bem definidos.
Exemplos:
Analisemos duas imagens para estudar este conceito da perspectiva atmosférica.
O primeiro exemplo representa uma fotografia de uma paisagem marina.
E fácil apreciar como as montanhas mais distantes estão representadas mais claras, menos nítidas e com tons mais semelhantes á cor de fundo, ou seja o azul que é uma cor fria.
A montanha mais próxima do observador, aparece mais nítida, notam-se os pormenores das rochas e o tom verde (cor quente) da vegetação.
No segundo caso, uma pintura de Claude Monet, chamada “Meadow with Poplars”.
Podemos confirmar que as cores no fundo tendem ao azul, ou seja a cor do céu, cor fria, e ao mesmo tempo são menos definidas e nítidas que as árvores em primeiro plano as quais alem de terem maior definição, estão pintaras com vários tons de verde, que é uma cor quente. Para confirmar a utilização desta técnica, podemos ver que no plano mais próximo ao observador, existem flores são vermelhas, no entanto a medida que aumenta a distancia, as flores se tornam cor de rosa com tendência ao violeta ( vermelho mais frio), perdendo ao mesmo tempo nitidez.
Como pintar com lápis de cor.
Janeiro 22, 2009 by Mag
Filed under Tecnicas de pintura
A continuação veremos os tipos de traços e misturas que podem ser realizados com lápis de cor a fim de conseguir diversos efeitos:
Sombreado
Utilizando o lápis lateralmente e com a ponta bem afiada podemos conseguir o efeito de sombreado, que produz não só maiores áreas de cobrimento mas também o efeito de sombra com maior intensidade da cor num extremo e menor no extremo oposto.
Tracejado
Refere-se as linhas realizadas de forma rápida, regular com diferentes espaçamentos.
Esta técnica é a principalmente utilizada para a técnica mista de pastel seco, cuidando de fazer pouca pressão com o lápis e unindo mais as linhas entre si.
Tracejado cruzado
Trata-se de linhas tracejadas sobrepostas em diferentes direcções. Pode-se utilizar uma cor o várias cores para criar efeitos de textura.
Tracejado circular
Através da sobreposição de pequenos círculos rapidamente desenhados, obtemos este efeito.
Pode ser utilizada uma cor ou varias produzindo ricos efeitos de textura.
Marcas direccionadas
Traços curtos seguindo uma direcção específica, contornos curvos de forma a imitar madeixas de cabelo ou relvado.
Mediante a utilização de duas cores densamente sobrepostas podem ser realizados efeitos fantásticos de sombras e ricas texturas.
Marcas de incisão
Da mesma forma que se realiza com o lápis de grafito, podemos conseguir este efeito com o lápis a cor, sobrepondo duas cores e depois fazendo ligeiras incisões para deixar a vista a cor inferior. Ou fazendo incisões no papel antes da aplicação com o lápis a cor de forma a ficarem linhas á mostra da cor da superfície do papel.
Brunidura
São camadas de cores sobrepostas aplicadas densamente e com pressão a fim de encher a textura do papel e produzir uma superfície de aspecto sedoso.
A imagem mostra o efeito de brunidura e o efeito de sobreposição de camadas tradicional, para perceber melhor a diferença entre as duas técnicas.
Lápis de Cor.
Janeiro 22, 2009 by Mag
Filed under Tecnicas de pintura
O Lápis de cor é basicamente um lápis colorido muito utilizado para desenho, pinturas isoladamente ou em conjunto com outros médios.
O lápis de cor como o nome refere, é um lápis feito a base de pigmentos geralmente artificiais, com um forte aglutinante a base de cera.
Normalmente é comercializado em embalagens contendo 12, 24,36 ou até mais unidades de cores e tons diferentes ou individualizados. As marcas mais conhecidas são a Faber-Castell, Labra e Prismacolor.
Muitas pessoas associam o lápis de cor com as crianças e com os desenhos feitos nas escolas. No entanto, trabalhar com lápis de cor requer de uma grande técnica, semelhante a aquela que se requer para trabalhar com lápis de grafite, carvão ou pastéis.
Eu utilizo o lápis de cor, por exemplo, numa técnica mista em combinação com pastel seco. Ele é utilizado como uma base para a criação do volume, definição das formas e desenho dos pormenores.
Se estiver interessado em conhecer esta técnica, pode visitar a galeria de retratos a pastel seco ou os trabalhos passo a passo no Atelier-Online









