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Pintar Paisagens – Os Pastéis

March 29, 2011 by  
Filed under Pintar Paisagens

A seguir explicarei sobre um dos materiais essenciais para pintar paisagens nesta técnica, o pastel seco.

Os pastéis são o principal médio para a realização desta técnica de pintura de paisagens.
Mas o que são os pastéis?… basicamente, são pigmento puro em pó misturado com água e uma pequena (ou nenhuma) quantidade de cola “tragacanto”, para ajudar á solidificação em forma de barras sólidas.

Em Europa quando falamos de pasteis, normalmente estamos a nos referir ao pastel seco, já que também existem os pastéis a óleo.
Dentro da gama de pastel seco, existem vários graus de dureza. Dependendo das marcas e da quantidade de cola adicionada à mistura os pastéis poderão adquirir maior ou menor dureza. Os pastéis fabricados exclusivamente com água, são porém os mais suaves e delicados.

Entre as marcas mais conhecidas temos os Faber & Castell e Nu Pastel que são os mais duros do mercado. Os pastéis Rembrandt são de dureza média e os Sennelier, Schminckes, American Art, são os mais suaves do mercado. Esta variabilidade na pureza dos pastéis, tem repercussão também no preço dos mesmos, sendo os mais caros, aqueles cuja composição é maioritariamente pigmento puro.

As diferentes marcas e texturas podem ser utilizadas em conjunto numa mesma pintura. A escolha de alguma marca ou tipo específico de pastel dependerá principalmente do gosto e adaptação do artista ao material, mas também do tipo de papel que se utiliza.

O facto da técnica não permitir a mistura de umas cores para a obtenção de outras cores, como acontece com outras técnicas como o óleo por exemplo, faz com que tenha-mos que adquirir muitas barrinhas de pastel de variadas cores. Alguns artistas profissionais possuem na sua paleta mais de 400 barras de pastel de vários tons e tonalidades.

O ideal para começar, é adquirir um conjunto de 36 cores. Com estas cores poderão começar a fazer desenhos e pinturas de qualquer género. Com o tempo poderão adquirir mais cores, diferentes marcas e diferente dureza do material.
Também é recomendável para o desenho de pormenores adquirir lápis pastel.


Se o seu intuito é se dedicas a sério a esta viciante técnica aqui lhes deixo vários concelhos:
1.- Adquira para começar uma caixa de cores de pelo menos 36 cores. Com o tempo quando comece a dominar a técnica e saiba qual é a temática de sua preferência, poderá adquirir individualmente aquelas cores que mais utiliza.
2.- Compre várias marcas de forma a testar qual delas se adapta melhor á sua técnica e ao tipo de papel que utiliza para pintar.
3.- Invista desde o inicio… Não compre Giz pastel, pastel barato, nem pastel de qualidade estudante. Compre pastel profissional.
O Giz pastel é feito de pedra calcária tingida e não de pigmento puro. O pastel tipo estudante é feito com mistura de cal o que não proporciona tanta aderência ao papel nem cores tão vibrantes.

 

 

Pastel seco “Art Spectrum”

Chegou a vez dos pasteis secos “Art Spectrum”.

Esta marca não é muito conhecida nem fácil de encontrar em Europa o que é uma pena porque este material é de longe uma das melhores marcas que já experimentei.
O retrato ao pé deste artigo foi feito com uma caixa de 30 cores especificamente criados para os retratos. A gama de cores é espectacular e muito variada tendo não só cores para a pintura dos tons de pele, mas também outras cores básicas como azuis, vermelhos e verdes, que facilitam a pintura de objectos e acessórios alem do rosto.

material

etiquetaOs pasteis são extremamente suaves, são fabricados em forma de barrinhas cilíndricas e possuem uma etiqueta com informação muito útil para o artista como o numero e cor do pigmento, o nome e código do pastel, o grau de transparência e permanência, e alem disto tudo, a etiqueta esta picotara em cinco zonas diferentes, de maneira a poder ser rasgada cada secção na medida em que vai se gastando o pastel.

Nina-Original-facebook

Este retrato foi feito em papel da mesma marca e não há dúvida que um bom pastel necessita de um bom papel.
O papel da “Art Spectrum” conhecido como Colourfix Pastel Paper, é feito com uma cobertura arenosa sobre uma base de papel aguarela de 300gr…O resultado é incrível.

Espero que gostem do resultado e que tenham como eu a oportunidade de experimentar estes maravilhosos materiais. Se não existe nos vossos países, procurem nas lojas online.
Para saber mais sobre a marca, convido-vos a visitar a seguinte ligação:  “Ast Spectrum”.

Este é o site do fabricante onde não só encontrarão informação sobre pasteis e papel mas também uma enorme gama de productos novedosos para os artistas plásticos.

Até breve.

Boas Pinturas!!!

Koh-i-noor

September 6, 2010 by  
Filed under No meu Cavalete!

Hoje quero agradecer imensamente a marca Koh-i-noor, pela confiança que depositaram em mim.
Kho-i-noorRecebi recentemente varias caixas de pasteis e lápis pastel.

Apenas chegaram as minhas mãos, fiz um pequeno teste para sentir as bondades desta marca de pasteis. Como podem ver na imagem, trata-se de um conjunto de cores básicas, um conjunto de tons para retratos e um conjunto de lápis pastel de 24 cores.

Tenho  material suficiente não só para este teste que fiz, mas também para desenhar um rosto. Hei de fazê-lo ainda esta semana para sentir as potencialidades deste material a aprofundar sobre a minha opinião.

Pelo que já me apercebi ao fazer o desenho desta maçã, é que são excelentes. Não encontro melhor palavra para descrever a sua suavidade e textura que “cremoso“…quem já desenhou e pintou com pasteis deverá com certeza perceber ao que me refiro.

Kho-i-noor-2
Fica aqui a promessa de apresentar mais um desenho feito com estes materiais ainda durante esta semana. Desta vez haverá de ser um retrato…

Até breve…
Boas Pinturas!!!

Um rosto em pastel seco

March 30, 2010 by  
Filed under Rostos em pastel

Mais um rosto em pastel seco, realizado seguindo o método que utilizo nos workshops.
Como bem sabem, este método para desenhar e pintar o rosto, foi simplificado por mim ao longo dos anos, a fim de poder ensinar a desenhar e pintar o rosto de uma maneira fácil.

Para quem não conhece os workshops para aprender a desenhar o rosto em pastel seco, ficam a saber que eles estão disponíveis no Atelier-online e podem saber mais sobre eles, visitando as ligações que nomeio a seguir:

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Algumas dicas sobre pastel seco.

February 2, 2010 by  
Filed under Dicas e Conselhos

perguntaOlá Magaly,… Eu estou no curso de artes e começamos hoje a usar pastel seco…
Será que me podia dar algumas dicas ?
Enviado por: Patricia.

respostaObrigada, antes que nada a todas as pessoas que escrevem e fazem as suas perguntas.
Peço imensas desculpas, porque as nossas respostas estão a demorar um pouco…Gostaria explicar o porque???
Porque temos muitas perguntas todos os dias a chegarem a nossa caixa de correios.
Algumas perguntas são respondidas directamente aos e-mails que nos fornecem.
Outras perguntas, são difíceis de perceber, pelo que agradecemos que tentem organizar as frases de forma coerente.
Outras perguntas são realmente interessantes, como esta que trataremos agora…e são precisamente este tipo de perguntas as que mais demoram, porque aproveitamos para criar um artigo que esclareça as dúvidas e coloca-lo ao dispor de todos.

Para satisfazer a dúvida da Patricia, criamos um artigo que se encontra disponível neste blog Conselhos e dicas sobre pastel seco.” Aqui poderão encontrar apenas algumas dicas, no entanto estamos a preparar mais dicas para coloca-las online brevemente.

Espero ter ajudado, voltem sempre.
Boas Pinturas
Magaly.G

Retrato de Angêlico Vieira

October 25, 2009 by  
Filed under Videos

Desenhar rostos em pastel seco, é uma das minhas técnicas preferidas…
É realmente aliciante quando observamos o resultado final ou quando vemos a expressão das pessoas a olharem os seus próprios retratos…

Em próximos vídeos e “posts”,  irei mostrar passo a passo este método, mas por enquanto fiquem aqui com um retrato de Angélico Vieira!

VISITEM TAMBÉM ESTAS LIGAÇÕES…
Galeria de Retratos em Pastel
Galeria de Óleos e Pasteis

Boas Pinturas!
MagalyG

Paisagens em pastel seco

October 12, 2009 by  
Filed under Videos

As paisagens são um tema muito apreciado pelos artistas…
Quando pintamos uma paisagem, sem querer nos transportamos a esse lugar que estamos a pintar e começamos a formar parte de ele.
Para quem pinta na modalidade “Plein Air” a magia é ainda maior…

O pastel seco, é um material que se adapta muito bem á técnica de “plein air”, e aos temas de paisagens.
Para quem pensava que a utilização deste material era um pouco limitada, aqui vos deixo um pequeníssimo vídeo que mostra alguns exemplos de paisagens realizados utilizando pastel seco.

  • Se têm alguma sugestão em relação a algum tema que gostariam ver explicado nestes curtos 90 segundos de vídeo, não hesitem em deixar os vossos comentários ao pé da pagina.
  • Ficam desde já convidados a visitar as ligações que se mencionam a seguir, já que complementam o tema, e tenho a certeza que irão gostar!

Espero que gostem, que desfrutem e que se animem a experimentar este maravilhoso material…mas antes, fiquem convidados desde já a Visitarem também estas ligações!
Conheça algo mais sobre o Pastel Seco
Veja algumas demonstrações passo-a-passo

Obrigada por visitar AmoPintar
Boas Pinturas
Magaly.G

Como os artistas famosos utilizaram o pastel seco.

January 24, 2009 by  
Filed under Artigos e Leituras

Os inícios da técnica de pintura a pastel

O pastel começa a ser utilizado nas suas origens como um meio seco e rápido de aplicação das cores ao desenho, para assim potenciar os volumes e se aproximarem mais a realidade, principalmente na pintura de retratos e figura humana.
No século XVIII já e considerada uma das técnicas mais utilizadas pelos artistas da corte francesa e hoje em dia já não é vista só como um complemento ao desenho mas sim como uma técnica pictórica com personalidade própria.

A forma como o pastel é conhecido hoje em dia, tem os seus inícios entre os séculos XVI e XVIII.
Muitos artistas utilizavam lápis pastel para os seus esquissos. Temos dessa data alguns exemplos, como os estudos feitos por Federico Barocci (1535-1612).
Os trabalhos de retratos de Daniel Dumoustier (1574-1646) e de Claude Mellane (1598-1688), deram para criar enormes galerias com as suas representações. Eles poderiam ser chamados os predecessores da técnica do pastel.

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Para finais do século XVII o pastel cresceu como um género autónomo e fica associado ao nome de Rosalba Carriera (1674-1757), e aos seus elegantes retratos realizados com esta técnica.
Podemos então considerar esta artista como a pioneira desta técnica.
Foi esta pintora veneziana, quem adquiriu grande sucesso ao trabalhar em França durante o reinado de Luis XV. As suas técnicas foram aperfeiçoadas por Maurice Quentin de la Tour quem se converteu no retratista mais popular desse século (1704-88).

Eles foram seguidos por Mary Cassatt, Watteau, e por muitos outros artistas.
Assim, em França, a pintura a pastel chegou a se converter num “género de epidemia” que fez que para 1780 já trabalhassem em Paris mais de 2500 pastelistas.
Edgar Degás (1834-1917), foi o primeiro pastelista entre os impressionistas, coleccionou as obras de “de la Tou”r e desenvolveu a sua técnica para alem das fórmulas tradicionais dos maestros do século XIX.

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Todo artista que deseje pintar com pastel deveria estudar as obras de De la Tour e do seu contemporâneo Perronneau (1715-83), os retratos mais sérios de Chardin (1609-1779) e as inúmeras técnicas aplicadas por Degás, Edouard Manet, La Trec e tantos outros ao longo do século.

Os pastéis permitem desenhar e pintar com toda a vivacidade da cor sem as desvantagens do tempo de secado a distintas velocidades e outras dificuldades associadas á pintura a óleo.
O pastel, tem uma apresentação íntima que faz com que muita gente pense que pintar com eles é fácil e rápido. Isto, como poderá descobrir qualquer artista que experimente a técnica, é só ilusão. Pode servir de consolo uma carta escrita por De La Tour ao Marques de Marigny (irmão de Madame Pompadour) na qual o artista nomeia as dificuldades da técnica:
“O pastel, Exmoº Marqués, apresenta muitos mais problemas, tais como o pó, a debilidade de alguns pigmentos, o facto de o tom nem sempre ser exacto, ter que misturar as cores no próprio papel, sob o risco de estragar o trabalho e a falta de solução quando a obra perde o espírito…”

Mesmo assim, hoje em dia, este médio continua a ser uma técnica de grande força seguida por milhares de artistas a volta do mundo.!!!