Cores complementares.
May 20, 2011 by Mag
Filed under Teoria da cor
As cores complementares são aquelas que se localizam diametralmente opostas no círculo cromático. O complemento de uma cor primária será uma cor secundária. O complemento de uma cor secundária será uma cor primária.
O complemento de uma cor intermédia será outra cor intermédia.
O complemento de uma cor primária é a cor resultante da mistura das outras duas cores primárias.
Por exemplo, a cor complementar do vermelho, será o verde, porque esta cor se obtêm a partir da mistura das outras duas cores primarias que não o vermelho, ou seja, o azul e o amarelo.
Em outras palavras: O complementar de uma cor secundária e aquela cor que não interveio na obtenção de dita cor.
Assim o complementar da laranja será o azul, isto é a cor que não interveio na formação da laranja.
Como aplicar este conhecimento.
As cores complementares são usadas para dar força e equilíbrio a um trabalho criando contrastes.
Raramente se usa apenas cores complementares num trabalho, o efeito pode ser desastroso, mas em alguns casos é extremamente interessante.
Os pintores figurativos em geral usam as cores complementares apenas para acentuar as outras criando assim, equilíbrio no trabalho.
Quando duas cores complementares se misturam, o resultado é uma cor neutra ou cinzenta.
Podemos até obter o preto quando as proporções das cores misturadas são iguais.
Aqui ficam algumas dicas importantes em relação as cores complementares:
- O conhecimento deste comportamento das cores complementares, é muito útil para produzir gamas de cinzentos com a tonalidade desejada.
Isto é, se desejamos obter uma gama de cinzentos azulados, misturamos a cor azul com o seu complementar laranja variando os valores até obter a gama desejada.
- Se quisermos tirar a “potência” de um amarelo, basta acrescentar-lhe certa quantidade de violeta até que neutralizando-o em um tom de cinza, até chegar ao preto.
- Por exemplo, para produzir preto, teoricamente teríamos que misturar quaisquer duas cores complementares, no entanto, a forma mais efectiva de obter o negro é misturando o verde viridiam e o carmim.
- Quando duas cores complementares são colocadas em forma de pinceladas justapostas em lugar de se destruírem e acinzentar, estas cores se intensificam e potenciam mutuamente.
- As cores complementares são as que mais contrastes entre si oferecem, assim sendo , se queremos destacar um amarelo, devemos colocar junto dele um violeta.
Visite a secção “APRENDER-ONLINE”, e saiba muito mais sobre a TEORIA DAS CORES!
Teoria da cor – Introdução.
April 4, 2009 by Mag
Filed under Teoria da cor
Na arte da pintura, assim como na fotografia e outras artes, compreender as bases da teoria da cor, é um conhecimento indispensável para o sucesso na correcta utilização e combinação das mesmas.
A teoria da cor compreende um conjunto de regras básicas que permitem misturar as cores para conseguir um resultado desejado. Devemos entender que as cores são tanto produzidas por pigmentos, como produzidas por luz.
Assim como os pigmentos e a luz se comportam de forma diferente em termos de como eles se combinam para criar as cores, assim também são diferentes as regras para lidar com cada um deles.
Uma boa compreensão da teoria das cores compreende temas que abordaremos sucessivamente, neste blog, mas como sempre e mais uma vez, só a traves da pratica, este conhecimento teórico fará algum sentido.
Estes são alguns dos temas que compõem o conhecimento da teoria da cor.
- Modelos de cor:

Cor aditiva e Cor substractiva - O circulo cromático
- Temperatura da cor
- Cores complementares
- Características das Cores
- Harmonia das cores – Combinações harmónicas
- Efeito e significado das cores
- Compreender a temperatura das cores
Alem dos temas abordados neste Blog, sobre a Teoria da Cor, poderá encontrar muito mais visitando o Atelier-Online
Compreender a Temperatura da cor
January 24, 2009 by Mag
Filed under Teoria da cor
É fácil fazer confusão sobre a temperatura de cor.
Sabemos que existem Cores frias e Cores quentes…mas também sabemos que a temperatura da cor é relativa.
Quando se olha para o círculo cromático, podemos observar, que há um lado referido para as cores quentes com a presença do vermelho, laranja e amarelo e um lado chamado frio com as cores verde, azul e violeta.
O lado conhecido como “quente” no círculo cromático” contem a mistura das cores vermelho e laranja; o lado “frio” do círculo, contem a mistura do azul e do verde.
Isto é muito fácil de evidenciar no círculo cromático, mas quando se olha para os quadros, é por vezes difícil de reconhecer a diferença. Parte do problema tem a ver com o seguinte facto: as cores a óleo não são como as cores puras do espectro, pelo que, não há padrão de comparação da temperatura das cores.
Esta pode ser uma referência para distinguir as cores num quadro:
Quanto mais perto está uma cor do vermelho-laranja, mais quente, esta se torna; quanto mais perto do azul-esverdeado, mais fria, esta se torna.
Mas na realidade a variação da temperatura, também depende da direcção que as cores levam na composição. Assim por exemplo, se eu começar no vermelho-laranja em direcção ao azul esverdeado, então a variação da temperatura, vai do quente ao frio. Quando se faz o oposto a variação vai do frio ao quente.
Portanto, se olhar-mos para as nossas cores e determinar-mos o rumo que elas levam, podemos distinguir as temperaturas das cores do nosso quadro.
A maior confusão tem a ver com os pigmentos azuis.
O Azul é reconhecido como uma cor fria no espectro, no entanto, existem muitas variações de azul nas tintas, e alguns são mais quentes ou mais frios que as outras.
Um dos poucos azuis quentes que existe é o “Ultramarine French” ou Ultra marinho Francês, que pende para o lado vermelho. O “Cobalt Blue” ou Azul Cobalto, é ligeiramente mais frio porque tem menos vermelho nele. O “Phtalo Blue” ou Azul Ptalo e o “Prussian Blue” ou Azul da Prússia são azuis frios, com tendência ao verde. O mesmo é válido para o “Cerulean” e “Manganesse Blue”. Uma vez que se ultrapassa o azul-esverdeado, porém, havendo mais amarelo na mistura de cores, estas tornam-se mais quentes.
O que é mais importante em todo o caso, é a forma como se usa a temperatura de cor numa pintura.
Na figura superior, encontram-se três exemplos com ênfase na temperatura da cor.
- O esboço de Monument Valley enfatiza cores quentes.
- A cena do celeiro cena é com cores frias.
- A paisagem da direita mostra como pode ser usado o contraste das temperaturas para animar a composição.
Neste Blog, dispomos informação para todos os nossos artistas visitantes, mas se pretende obter mais informação e mais aprofundada sobre este tema, visite o Atelier Online.
Modelos de Cor – Cor aditiva e Cor subtractiva.
January 20, 2009 by Mag
Filed under Teoria da cor
Modelos de Cor
Cor aditiva e Cor subtractiva.
Ao falarmos de cores, temos que diferenciar duas linhas de pensamento distintas: a Cor-Luz e a Cor-Pigmento.
A cor-luz, baseia-se nas emissões da luz solar e pode ser vista percebida através dos raios luminosos e da sua decomposição a traves dum prisma
A cor-pigmento refere-se a substância usada para imitar os fenómenos da cor-luz. Estas cores podem ser extraídas da natureza, de materiais de origem vegetal, animal ou mineral, como resultado de processos de processos industriais, que dão origens aos pigmentos.
Modelos de cor, refere-se ao padrão de representação e estudo das cores e as suas combinações.
Estes modelos servem para estudar o comportamento da cor em diversos âmbitos. Alguns dos modelos de cor mais conhecidos, englobam-se em dois grandes grupos, Modelos de cor aditiva e Modelos de cor subtractiva.
O modelo de cor aditiva mais conhecida é o Modelo RGB, alem do modelo tradicionalmente utilizado em Belas Artes.
Entre os modelos de cor subtractiva mais conhecidos, temos o modelo Modelo CMY e o Modelo CMYK.
Modelo de “Cor subtractiva”
Quando falamos estritamente em termos de conceitos de pintura artística tradicional, vermelho, amarelo e azul são as cores primárias e puras a partir das quais todas as restantes cores são obtidas. Este modelo é conhecido como modelo de “Cor subtractiva” e do qual muitos de nos aprendemos na escola através da mistura das cores primárias.
Fora do âmbito da mistura da cores pigmento, este modelo baseado nas cores primarias nomeadas, é raramente utilizado.
Para efeitos impressão, as cores utilizadas nos modelos de cor subtractiva, são o ciano, magenta e amarelo, este modelo é chamado “CMY”.
Neste modelo, o preto é criado através da mistura de todas as cores, e o branco é a ausência das cores (assumindo que o papel é branco).
Este modelo corresponde também a um sistema de “Cor subtractiva”.
A combinação dos primários dão como resultado uma cor preta suja ou indefinido, pelo que é possível adicionar a cor preta obtida por outros meios, quando assim for, o modelo utilizado é o “CMYK”
No Modelo CMK o circulo cromático é baseado nas cores primarias ciano, magenta e amarelo, cuja mistura da como resultado o vermelho, verde e azul, como cores segundarias.
Modelo de “Cor Aditiva”.
Existem por tanto outras áreas de aplicação da cor e outros modelos de estudo da cor.
Os modelos de cor baseados nas misturas de pigmentos, correspondem a modelos de cores subtractiva. Quando misturamos cores de luz, usualmente Vermelho/Verde/Azul, estamos a utilizar um modelo de “Cor Aditiva”. Podemos nos referir a este sistema através do conhecido modelo “RGB”.
Todas as possíveis cores podem ser criadas através da mistura destas três cores luz. Todas estas cores quando misturados em partes iguais produzem o branco; quando não existe nenhuma cor luz, obtemos o preto.
Este sistema de “Cor Aditiva” aplica-se aos monitores de computador, televisão e vídeo projectores, todos os quais resultam da combinação das cores vermelho, verde e azul, cores primárias do círculo cromático para este modelo “RGB”.
A luz branca é composta das três cores primárias no modelo de cor aditivo, mas combinando essas mesmas cores em pigmento, ou seja no modelo de cor substractiva, o resultado será uma cor negra.
Quer saber mais sobre a TEORIA DAS CORES?…Visite o ATELIER ONLINE!
O circulo cromático.
January 15, 2009 by Mag
Filed under Teoria da cor
O círculo cromático, tradicionalmente é representado como o próprio nome indica, por um círculo com 12 cores: três primárias, três secundárias (formadas pela mistura das primarias) e seis terciárias, criadas pelas misturas das primárias com as secundárias.
No âmbito artístico, normalmente são utilizadas como cores primarias o amarelo, azul e vermelho, com as cores secundárias, laranja, violeta e verde, resultantes da mistura das cores primarias.
Passemos a explicar de uma forma simples:
- Amarelo misturado com azul em partes iguais dão como resultado o verde
- Azul misturado com vermelho em partes iguais dão como resultado o violeta
- Vermelho misturado com amarelo em partes iguais dão como resultado o laranja
A partir destas cores, muitas outras são criadas, por adição do negro para formar as sombras o cores escuras e por adição de branco para formar as luzes, cores claras ou cores pastel. Esta gradação das cores conforma outras das suas características, as tonalidades, tema que abordaremos num próximo artigo.
Circulo Cromático desenhado pelo Atelier-Online
E saiba mais sobre o Circulo Cromático e a Teoria das Cores
















