Perspectiva com três pontos de Fuga
Em artigos anteriores abordamos duas formas de perspetiva:
- Introdução a perspetiva
- Criar profundidade com a perspetiva
- Perspetiva com um ponto de fuga
- Mais um ponto de fuga
- Perspetiva com dois pontos de fuga
- Perspetiva com três pontos de fuga
- Perspectiva aérea ou atmosférica
Neste artigo veremos o que é uma perspetiva com três pontos de fuga ou perspetiva aérea (termo técnico utilizado em arquitetura e diferente ao conceito de perspetiva aérea utilizado na pintura).
Para realizar uma perspetiva, pode ser utilizado um infinito número de pontos de fuga em qualquer cena. O número de pontos de fuga, dependerá do número de planos que possua a figura. Mas não é o caso que desenvolveremos neste artigo.
Este tipo especifico de perspetiva com três pontos de fuga, surge quando o observador esta localizado muito acima ou abaixo da linha do horizonte e por tanto os planos horizontais também sofrem deformação. As imagens resultantes correspondem às imagens que normalmente se poderiam obter, por exemplo, desde uma avioneta ou helicóptero. Em alguns manuais este tipo de perspetiva é conhecida como “vista de pássaro” ou “voo de pássaro”.
Por esta razão é chamada de “perspetiva aérea” porque é obtida a partir de uma posição aérea.
Em arquitetura especificamente, este tipo de perspetiva é conhecida como perspetiva aérea, devido ao facto de que as imagens são observadas desde o céu ou a uma elevada altura por cima do objeto.
Vale a pena também ressaltar que apesar deste tipo de perspetiva ser chamada de aérea (referindo-se a visão proporcionada desde o espaço aéreo ou desde o ar) esta também pode ser realizada e obtida quando o observador está localizado muito abaixo da linha do horizonte, como por exemplo, na profundidade do mar a olhar para algum objeto superior.
No exemplo anterior, o observador esta localizado abaixo da linha do horizonte. No exemplo a seguir, o edifício é observado a uma altura muito acima da linha do horizonte e muito próximo do próprio edifício, por tanto a imagem é representada neste caso com três pontos de fuga e ás proporções parecem exageradas.
O nome “perspetiva aérea“, no entanto, é utilizada em artes plásticas para definir outro tipo de perspectiva, cujas características, estão explicadas no artigo perspectiva atmosférica ou perspectiva aérea.
Observações adicionais:
Este tipo de imagem com três pontos de fuga, também é observada quando olhamos para um prédio muito alto ou quando retratamos um objeto com grande angular (fotografia). Mas estes são casos específicos que abordaremos em artigos futuros.
Porque as pessoas pensam que não sabem pintar?
May 27, 2011 by Mag
Filed under Artigos e Leituras
Qualquer pessoa pode aprender a desenhar e pintar.
Se perguntássemos a qualquer pessoa comum se sabe desenhar e pintar, seguramente 9 de 10 pessoas inquiridas diria:
1.- Que apreciam imensamente desenhos e pintura, mas não tem jeito nenhum
2.- Não nasceram para isso… é necessário um dom especial.
3.- Acham muito difícil porque nunca aprenderam ou praticaram.
E por estranho que pareça, com certeza 7 dessas 10 pessoas diria que adorariam saber desenhar e pintar
A maior parte das pessoas mantêm a estranha expectativa de que deveriam pegar num lápis e fazer um desenho perfeito logo no primeiro dia, naturalmente, sem prática ou instruções. No entanto se calhar essas mesmas pessoas nunca tiveram a vaga ideia nem por um minuto, de imaginar que poderiam se sentar ao piano e tocar uma melodia de Mozart sem treino, conhecimento ou instruções.
Como e porque chegaram a este ponto em relação à pintura?
Aparentemente começa na infância, na escola, e provem daquelas pessoas em quem confiamos como as identificadoras de talento, aquelas que supomos são as detentoras do conhecimento sobre a matéria.
Desta forma aqueles que já possuem um talento nato são encorajados para continuar e progridem rapidamente, enquanto outros deixam de tentar e praticar e perdem a sua natural habilidade, principalmente porque não existem uma formação estruturada no que respeita á composição, cor, perspetiva e outros importantes elementos tão necessários para formar um pintor ou artista de sucesso.
Eu sei o que digo… Eu sempre fui boa na pintura, sempre adorei pintar e desenhar, sempre achei que tinha talento. Objetivamente pensava que tinha talento de nota 8 e como toda criança procurava inspiração e aliciante para me converter numa artista de talento nota 10. Mas fui ignorada, não incentivada pelos professores de arte até chegar a acreditar que se calhar não era assim tão boa … O que seria de Picasso se a mãe tivesse criticado as suas rabiscas infantis?
Desde o meu ponto de vista, Qualquer pessoa pode aprender a desenhar e pintar sem problema nenhum, …para isso basta um bom professor, as instruções corretas e claro querer aprender! Para uns será obviamente mais fácil que para outros, tal como aconteceria com um curso de cozinha, com o ballet, ou com um desporto.
Perspectiva com dois pontos de fuga.
Num artigo anterior, explicamos o que é a perspetiva simples ou com um ponto de fuga. Neste artigo falaremos da perspetiva com dois pontos de fuga.
No caso duma perspetiva realizada com dois pontos de fuga, cada face da figura (neste caso o quadrado) se estendem com linhas imaginárias que se unem em dois pontos de fuga localizados a ambos lados do objeto e sobre a linha do Horizonte. Bem seja que o objeto esteja acima da linha do horizonte ou abaixo da mesma.

No desenho a seguir temos um plano representado na cor magenta que representa a plano de quadro.
Isto é, a folha onde iremos representar a perspetiva do modelo.
Neste caso os pontos de fuga ficam localizados fora do plano. Se colocarmos os pontos de fuga dentro do plano de quadro ou dentro da nossa folha, a figura parecerá deformada.
Os dois desenhos são ligeiramente diferentes. No primeiro o observador se encontra mais afastado do modelo, no segundo se encontra mais perto. Estes efeitos podem ser estudados de forma a proporcionar certos efeitos de impacto nas perspetivas. Tudo depende do dramatismo que se pretende impor à composição.
No exemplo a seguir esta representado um prédio mediante a técnica da perspetiva com dois pontos de fuga. Observe a sua volta e tente reconhecer em cada construção nas ruas, ou em cada automóvel, caixa ou objeto em geral as linhas que limitam esses objetos e as suas projeções em direção aos pontos de fuga. De certeza absoluta se surpreenderá em reconhecer esta lição em cada coisa que observe.
Koh-i-noor
September 6, 2010 by Mag
Filed under No meu Cavalete!
Hoje quero agradecer imensamente a marca Koh-i-noor, pela confiança que depositaram em mim.
Recebi recentemente varias caixas de pasteis e lápis pastel.
Apenas chegaram as minhas mãos, fiz um pequeno teste para sentir as bondades desta marca de pasteis. Como podem ver na imagem, trata-se de um conjunto de cores básicas, um conjunto de tons para retratos e um conjunto de lápis pastel de 24 cores.
Tenho material suficiente não só para este teste que fiz, mas também para desenhar um rosto. Hei de fazê-lo ainda esta semana para sentir as potencialidades deste material a aprofundar sobre a minha opinião.
Pelo que já me apercebi ao fazer o desenho desta maçã, é que são excelentes. Não encontro melhor palavra para descrever a sua suavidade e textura que “cremoso“…quem já desenhou e pintou com pasteis deverá com certeza perceber ao que me refiro.

Fica aqui a promessa de apresentar mais um desenho feito com estes materiais ainda durante esta semana. Desta vez haverá de ser um retrato…
Até breve…
Boas Pinturas!!!
Como desenhar: Desenho Negativo – ParteIII
Como desenhar: Desenho Negativo
Explicação e utilização do “Desenho Negativo”
Parte III- Aplicação prática deste conceito.
Este exercício se encontra exposto no livro “Drawing from line to life” de Mike Sibley.
Para quem não tem o livro ou não percebe inglês, e dando o devido mérito a este excelente desenhador, colocamos este exercício o qual é extremamente interessante para vos dar a perceber o conceito dos espaços negativos e positivos, assim como o a técnica de desenho negativo e a sua real aplicação.
Trata-se do desenho de vegetação colocado num fundo em sombra.
Foram definidas vagamente e com linhas muito ténues o conjunto de plantas que se pretende desenhar, que neste caso seria o objecto (positivo).
Mas em lugar de desenhar as plantas, desenhamos o espaço a volta. Só no fim, trabalham-se os espaços em branco ( ou seja as folhas) para dar o carácter e texturas necessários e aplicam-se as sombras.
Siga cada fotografia passo-a-passo para perceberem ainda melhor o processo…

Nestas duas últimas imagens, fica claramente exposto o objecto ou espaço positivo (em branco). Estou-me a referir ás folhas. E nota-se como uma vez definido o objecto, é mais fácil trabalhar cada uma das folhas separadamente a fim de dar as texturas e acabamentos finais.
Desta forma fica evidenciado o conceito de desenho negativo.
Foram utilizados os espaços negativos de uma forma deliberada, para criar o desenho. Esta forma de desenho é especialmente útil para trabalhar imagens complexas com muitas texturas e planos de profundidade.

Gostou deste tutorial?
Então leia também algumas dicas importantes sobre este tema AQUI…Hey…e não esqueça, participar!!!
Parte I- Desenho Negativo: O conceito
Parte II- Desenho Negativo: Exemplificação
Parte III- Desenho Negativo: Aplicação
Espaço negativo e espaço positivo
Como já foi descrito em vários artigos aqui em “Amopintar”, todos nos possuímos uma capacidade natural de desenhar.
Se ainda não leu esses artigos sobre este assunto, recomendo seriamente que os leia…terá uma visão diferente sobre o tema que falaremos a continuação e sobre os exercícios que facilitamos neste Blog!
Ver como os artistas
Aprender a ver
O nosso objectivo ao longo de todos os artigos, dicas, exercícios e tutoriais será descobrir as nossas capacidades naturais e desenvolve-las
a.-Não subestime nenhuma informação que oferecemos aqui
b.-Faça todos os exercícios
c.-Pratique
d.-Pergunte e sugira novos temas participando no Blog.
Um dos temas e técnicas abordadas na aprendizagem do desenho baseia-se na observação dos espaços negativos e positivos…mas o que é isto e como se utiliza?
Espaços negativos e positivos.
Basicamente consiste numa técnica, na qual desenhamos nos abstraindo da identificação especifica do objecto que estamos a desenhar e passamos só a observa-lo como um bloco mais os seus espaços circundantes.
Com isto conseguimos desenhar com mais precisão.
Passarei agora a explicar esta técnica, mas antes necessitamos conhecer alguns termos:
Espaço positivo: No desenho o espaço positivo é aquele espaço que ocupa o objecto
Espaço negativo: E o espaço a volta do objecto

Se tomarmos a fotografia do pássaro que representamos na Imagem-1, e a transformarmos (só para efeitos desta explicação), numa imagem simples de formas a preto e branco, como vemos na Imagem-2, será muito fácil perceber que a forma em preto é o espaço positivo, ou seja o espaço ocupado pelo objecto que queremos representar, neste caso, o pássaro. E o espaço negativo é a forma representada em branco, ou seja o espaço a volta do objecto.
Olhando para as duas imagens, pense por uns instantes…qual das duas imagens acha que representaria com mais facilidade? A Imagem-1 ou a Imagem-2.
Sem dúvidas que será muito mais fácil para si, representar com maior precisão o desenho da Imagem-2. Porque está a abstrair-se do nome da figura que esta a desenhar e só está a olhar para formas, dimensões e proporções.
Não esta a desenhar um pássaro, mas sim uma mancha preta com uma branca a volta.
Agora e o seu turno de participar….Peque na Imagem 2 e tente reproduzir o que vê, prestando atenção ás distancias entre a mancha preta e o limite da imagem e nas proporções da imagem…como resultado, deverá obter um desenho como o que se mostra a seguir:

Não deixe de assistir a todos os exercícios, tutoriais, dicas e passo-a-passo…em cada um descobrirá uma informação nova e útil….ahhhhh e participe. Gostaria de saber o que opina de nos e deste Blog, o que gosta ou não gosta nele….Posso contar consigo?
Bons Desenhos e Boas Pinturas!
Aprender a desenhar-ParteII
January 8, 2010 by Mag
Filed under Artigos e Leituras, Desenho
Aprender a desenhar-Parte I
Aprender a desenhar-Parte III
O talento deve ser desenvolvido.
Desgraçadamente, o mundo está cheio de pessoas talentosas que nunca progrediram nem alcançaram os seus sonhos, por pensar que o talento é uma dádiva magica que só alguns possuem. A maior parte até chega a conclusão que só alguns nascem com certos talentos… “Tem que se nascer artista”.
Para mim esta é uma verdade a meias.
Todo o mundo pode aprender a desenhar….como todo o mundo pode aprender a escrever, a dançar ou a praticar um desporto. Desenhar forma parte da natureza humana…é uma forma de expressão.
Basta ver as crianças e notar como se divertem a desenhar e fazem-no de maneira natural… Ninguém nasce artista….pode-se no entanto, nascer com paixão pelas artes, e com o tempo se converter num talentoso artista.

O que significa desenhar.
Desenhar significa algo diferente para cada pessoa. Se procurarmos no dicionário, verificamos, a seguinte definição: Desenhar é aplicar com algum médio especifico, sobre uma superfície para produzir uma imagem visual.
Estas palavras não definem exatamente o que o desenho representa para cada pessoa ou o que o desenho representa a nível pessoal.
Façamos o seguinte exercício: o que significa desenho para ti…. Que sentes quando dizes a palavra desenho…. Como definirias esta palavra…. Pensa, sente e completa a frase.
Para mim desenhar é……
Para mim desenhar e devo incluir pintar, é desfrutar do prazer de representar num papel o que vejo, da forma como o sinto…
O que faço torna-se uma paixão enquanto aprendo novas técnicas…quanto mais gosto e desfruto do processo…mais apaixonante também se torna aprender.
Todos podem aprender a desenhar. Com interesse, paciência, vontade, podemos desenhar tão bem quanto desejemos.
O mais importante é manifestar, comunicar através do artista que todos levamos por dentro….
Aprender a desenhar – PArte III
Treinar o cérebro para desenhar – Parte I
Tutorial: Treinar o cérebro para desenhar
ParteI
Desenhar uma assinatura!
Na sequência do processo para aprender a ver como os artistas, existem vários exercícios indicados para aguçar esta capacidade inata que todos temos e que depende directamente do desenvolvimento do lado ou hemisfério direito do cérebro.
Nesta serie de vários tutoriais que iremos apresentando a pouco e pouco, mostraremos alguns dos exercícios criados no sentido de ajudar a desenvolver estas capacidades…
Leia os artigos, faça os exercícios e não subestime o valor do informação…Você ficará surpreendido ao comprovar os maravilhosos resultados que sentirá, após algumas horas de trabalho.
Imitar uma assinatura.
E agora você estará a pensar…eu quero desenhar pessoas, objectos, coisas, animais! Ao que eu respondo: Sem presas, primeiro temos que treinar o nosso lado criativo.
Porque uma assinatura?
E para isso nada melhor que abstrair-nos do que estamos a desenhar…Uma assinatura não é outra coisa que uma sucessão de espaços positivos e negativos, formas e proporções entre eles.
Porque, virada ao contrário?
Simples…Para enganar ao nosso cérebro.
Quando vemos alguma coisa e pretendemos desenha-la, a primeira coisa que fazemos mesmo inconscientemente é interpreta-la e encaixa-la dentro dos padrões que conhecemos. Isto é um grande atrapalho na hora de desenhar, porque acabamos por não ver o que realmente temos a frente dos olhos e em lugar disso nos esforça-mos por trespassar ao papel formas baseadas nos preconceitos e imagens da nossa mente em lugar da realidade.

Acreditando ou não, passemos a fazer este exercício.
•As Formas.- Tente esquecer o que cada forma quer dizer e concentre-se exclusivamente nas formas. Ou seja: pense “esta é uma curva , aqui há uma inclinação, isto é um semicírculo…em lugar de pensar: isto é um “C” ou esta letra é um L ao contrario….Não pense assim, isto atrapalha!!!
•Os Ângulos: Concentre-se em ver as inclinações e ângulos?
•Espessuras: È constante ou varia
•Espaços: Procure os espaços ou saltos entre as formas.
•Estilo: Cada assinatura tem personalidade…Verifique se os traços são contínuos ou cortados…Se esta a imitar uma assinatura, tem que parecer verídica.!!!
Quando acabar, vire-a ao contrário o seu desenho e compare-a com o original. Que tal…são parecidas? Se não ficou parecida, faça o exercício de novo, desta vez com a assinatura ao direito, com calma e verifique:
• Qual resultado é melhor
• Qual fez com mais confiança
• Qual foi mais fácil.
Como ponto final, aconselho que repita este exercício com assinaturas de varias pessoas e não se precipite em começar a querer desenhar, recorde que o principal objectivo com este pequeno tutorial é melhorar a capacidade de coordenação entre os olhos e a mão… aprender a ver como os artistas vêm.



Nota.-
Aqui tem varias assinaturas de personalidades conhecidas para que pratique e se divirta um pouco.
Para satisfazer a sua curiosidade, você está a desenhar as assinaturas de Jackeline Bisset, Alfred Hitchcook, Elvis Presley e Joan Collins….
Parte-I: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar uma assinatura.
Parte-II: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar ao contrario
Parte-III: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar a sua mão
Eu amo pintar…E tu?
August 30, 2009 by Mag
Filed under Eu Amopintar... E tu?
A vida, não seria igual sem as cores, sem a expressão através das cores e das formas…em outras palavras, a vida não seria igual sem a pintura.!
Para mim, resulta quase impossível imagina-la sem a existência de esta forma de expressão artística.
Basta para isso, me lembrar das primeiras manifestações artísticas de pintura encontradas nas cavernas de épocas pré-históricas…
O que faria que estas pessoas que mal sabiam falar e que nem sabiam o que era a escrita, sentissem a necessidade de inventar e descobrir pigmentos e utiliza-los para pintar sobre as rochas…?
Responder a essa pergunta é difícil, porque ela é por si própria quase uma cátedra, no entanto podemos simplificar a questão dizendo que pintar simplesmente forma parte da essência da humanidade.!
Porque?
Porque talvez seja uma maneira pratica de contar eventos históricos
Porque serve como terapia
Porque é uma forma de relaxar e deixar voar a imaginação
Porque nos permite expressar sentimentos
Por simples necessidade, paixão…ou talvez tudo junto!
Eu não sei quando aprendi a escrever, mas tenho clara ideia do meu primeiro desenho e sei que pintar forma parte da minha vida… eu “amopintar”.!
Porque amo pintar, decidi sonhar, decidi abrir as portas à oportunidade e criar o meu próprio Atelier de pintura, dar aulas e workshops, divertir me a criar, construir o WebSite www.amopintar.com e o Blog Amopintar, ajudar a centos de pessoas que também amam desenhar e pintar e não sabem como, nem por onde começar… e claro, aprender todos os dias, porque esta aventura não em fim!
Se você é como eu, este espaço é para si…
Aqui encontrará não só informação, ideias, cursos, workshops, técnicas, dicas, exemplos, aulas e conselhos e muitas outras coisas, mas o mais importante encontrará o apoio de quem descobriu que não podemos deixar a nossa paixão para depois!
Na nossa vida há uma cor muito simples, assim como na paleta do pintor, e que proporciona o significado da vida e da arte…Esta é a cor do amor!
Marc Chagall
Aprender a ver
August 22, 2009 by Mag
Filed under Artigos e Leituras, Desenho
Duas maneiras de ver
Na realização de qualquer arte, mas não só, existem e convivem duas formas de actuar e de ver ou reagir.
Está implícita na mente humana criativa estas duas formas.
Mas o que são essas duas formas, como influem nas artes e como foi este processo descoberto, é o que vamos brevemente descobrir neste artigo.
Estudos sobre o comportamento do cérebro humano e pesquisas recentes têm vindo a demonstrar que a constituição do cérebro em dois hemisférios, explicam as formas de processamento de dados e informações e determina a maneira como as pessoas vêem e resolvem e abordam certas situações.
Diz-se assim que existem duas formas de pensamento, o pensamento intuitivo e o pensamento analítico.
- O lado direito do cérebro domina o pensamento intuitivo, percebe e processa informações visuais da maneira pela qual devemos ver para podermos desenhar, intuitivamente, olhando para as formas, as cores, as sombras as distancias, as proporções e as relações entre elas.
- O lado esquerdo do cérebro, domina o pensamento analítico. Percebe de uma forma que parece interferir com o ato de desenhar. Ele analisa, abstrai, conta, marca o tempo, planifica cada etapa de um processo, verbaliza, faz declarações racionais baseadas na lógica.
Nas imagens que se seguem se mostra o seguinte:

a.-Uma mente lógica com pre-domínio do lado esquerdo do cérebro verá a Imagem-1 e dirá que esta a ver uma folha de uma árvore.
b.-Um artista, verá a mesma imagem e dirá que esta a ver uma figura simétrica, e automaticamente analisará as formas inerentes a essa figura, linhas projecções, simetrias,etc. (ver Imagem-2)
Mas cada hemisfério não actua separadamente, não existe ninguém que utilize só a metade esquerda ou a metade direita, ambos lados interactuam e convivem para resolver o nosso dia a dia, em certas ocasiões uma lado domina mais que o outro…mas em muitas ocasiões, e devemos chamar agora a atenção para o desenho, quando de desenhar se trata, cada lado do cérebro, se entorpece um ao outro, se não formos treinados para desligar e ligar no momento certo.

1.-A mente lógica não consegue desenhar facilmente porque ela permanece constantemente analisando o que vê, de forma objectiva. “Isto é um olho, eu não sei desenhar olhos, como são os olhos, mas para que preciso eu desenhar um olho, e se o desenhar mal, qual e a diferença?”; “este é o olho esquerdo, tenho que desenha-lo…mas não se parece com o meu olho”
2.- A mente visual e criativa no entanto, reage desta maneira: “Esta é uma curva que se intersecta com esta sombra” e “estas duas formas combinam-se para criar uma zona de luz no espaço negativo”. Dito de outra forma, não interessa como é o olho esquerdo para a mente artística…!!!
È isto o que temos que aprender principalmente se queremos desenhar de forma realista. Através de muitos exercícios que publicaremos neste blog esperamos que possa aprender o seguinte:
a.-Utilizar o seu lado direito do cérebro, ate agora subestimado num canto
b.-Por ao mando o seu lado direito do cérebro e tirar o maior proveito da sua capacidade intuitiva
c.-Transitar de um lado do cérebro a outro, do seu lado intuitivo ao seu lado analítico a vontade
Toda a gente incluindo-o a si próprio, pode desenhar, porque todas têm um lado direito…!
Pode desenhar por igual, paisagens, animais ou rostos, porque todos eles são feitos a partir de formas, linhas, sombras, etc
Espero que este artigo tenha sido de ajuda…Espero por sí sempre.!
Bons desenhos e Boas Pinturas!!!
Os tipos de lápis para desenho.
Os lápis de desenho mais conhecidos são vendidos em conjunto ou em caixas com varias espessuras, grossuras e texturas… o quer isso dizer?
Passando por uma nomenclatura que vai do 9 H ao 9B, incluindo o F e HB , estes lápis proporcionam diversas texturas e espessuras para realizar variados feitos nos nossos desenhos.
Vejamos esta tabela para esclarecer este conceito:

a.-Os lápis com nomenclatura H, são os mais finos e possuem uma mina mais dura
b.-Os lápis com nomenclatura B são os mais macios, com uma mina mais grossa e suave. Estes são as ideias para esboços, sombras, enchimentos, etc.
Para quem não sabe, vale a pena esclarecer neste momento que: quanto maior o numero que acompanham letra, mais aguçada a característica do lápis, isto é:
Sendo os lápis tipo B os mais macios, devemos saber que quanto maior o numero que acompanha a letra B, mais macio é o lápis.
Sendo os lápis tipo H os mais duros, saiba que quanto maior o número que acompanha a letra H, mais duro será o lápis.
Dito isto, concluímos que por exemplo o 9B é o mais macio do nosso grupo, e o 9H o mais fino e duro.
Para quem pretenda saber mais um pouco sobre este conceito, podem visitar o Amopintar- O WebSite, onde há uma serie de vídeos que esclarecem este conceito.
Forma e Tamanho
Forma e Tamanho…A relação das proporções dos objectos.
A forma e tamanho dos objectos nos permitem reconhecê-los e diferencia-los uns dos outros.
Observando a Figura A-1, podemos concluir que o único factor em comum entre eles, é que todos são cogumelos. No entanto, cada um possui características diferentes em suas proporções, que nos permite diferencia-los entre si.
A relação entre as alturas, as grossuras dos “troncos” e as “cabeças” determinam a forma de cada um de eles respeito aos outros.

Quando desenhamos, devemos observar minuciosamente o modelo e estabelecer adequadamente a relação de proporções entre os distintos elementos que o conformam a fim de representa-los correctamente.

Se assim não o fizermos, estaremos a representar uns objectos parecidos aos modelos, mas não os objectos com as formas reais e correctas. No entanto, se calcularmos e mantivermos a relação de proporção com o modelo, estaremos definindo a sua forma e tamanho e representando-a correctamente mediante o desenho.
Vejamos por exemplo, a Figura A-2. As proporções das dimensões A e B dos cogumelos não são iguais aos representados na Figura A-1. Estes desenhos por tanto, não possuem as mesmas proporções.
Desenhar um copo passo-a-passo
February 22, 2009 by Mag
Filed under Passo-a-passo
Esperamos colocar a pouco e pouco, neste blog, alguns exercícios de todo o tipo e de vários níveis. Para iniciantes, intermédios e avançados…Todos exercícios passo-a-passo para ajuda-lo a “Aprender a desenhar e pintar”
Hoje temos um exercício simples de nível básico.
Para que comece a praticar com coisas simples…aqui tem este simples exercício…tentem segui-lo!!!
Só precisa de :
• Lapis (HB)
• Folha branca de papel
• Borracha
• Uma chávena qualquer como modelo.

Passo-1.-
Desenhe com linhas muito soltas o volume da chávena.
Passo-2.-
Quando a forma geral estiver definida, comece a dar forma aferindo as medidas com a vista. Para quem já tem um pouco de pratica, ou com o lápis para quem ainda sente insegurança.
Passo-3.-
Após apagar as linhas não necessárias do desenho, comece a aplicação das sombras.

Passo-4.-
Para aplicar as sombras observe de onde vem a luz, quais são as zonas iluminadas e quais as sombras com menos iluminação
• Comece a aplicar as sombras aos poucos e a medida que for necessário, vai enfatizando as sombras e os contrastes entre elas.
• Se necessita aplicar pontos de luz em alguns sítios específicos, utilize a borracha.
• Utilize para preencher os espaços em sombra as linhas circulares, de forma a obter enchimentos mais uniformes.
• Só no fim aplique as imagens extras no desenho, se elas existem. No meu caso a chávena tem o desenho de varias cerejas as quais são adicionadas no fim.

Perspectiva atmosférica
Em arte, principalmente na pintura, a perspectiva atmosférica, refere-se á técnica, mediante a qual é possível criar ilusão de distância e profundidade entre os objectos aplicando certas técnicas que implicam a utilização da cor, do valor e da nitidez dos objectos representados.
Perspectiva aérea ou atmosférica, é um termo aplicado as artes plásticas. O nome não deverá ser confundido com o conceito de perspective aérea ou com três pontos de fuga, aplicado no desenho técnico ou na arquitectura.
Este conceito expressa que, a medida que a distancia entre o observador e o objecto aumenta, o contraste entre os objectos e o plano de fundo decresce assim como os detalhes e pormenores dos mesmos.
O descobrimento desta técnica foi do arquitecto e engenheiro do renascimento italiano Filippo Brunelleschi, embora seja erroneamente atribuído o descobrimento da mesma a Leonardo DaVinci pelo facto de ter ele utilizado intensamente esta técnica nas suas pinturas e por ter investigado e escrito muito ao respeito. Em alguns dos seus manuscritos descreveu a técnica à qual chamava perspectiva aérea, da seguinte maneira: “…as cores se tornam mais claras em proporção a distância da pessoa que esta a olhar para elas. Por tanto se estivermos a 5 vezes a distância do objecto, aclaramos a cor 5 vezes.”
Como aplicar a perspectiva aérea ou atmosférica
Em relação á cor:
- A temperatura da cor é utilizada pare criar o efeito de profundidade, utilizando cores mais frias nos objectos mais distantes e cores mais quentes nos objectos mais próximos.
- Por exemplo, quanto mais longe os elementos de uma paisagem, mais frias são as cores a utilizar. Para representar os objectos ou elementos nos planos mais próximos deveram ser utilizadas cores levemente mais quentes.
- Com a distância, as cores são representadas menos saturadas e com tendência a igualar a cor de fundo. No caso das paisagens, esta cor é geralmente azul, mas poderá variar de acordo com a paisagem a representar.
Em relação ao valor tonal e nitidez:
- O valor tonal ou escala de valores, luzes e sombras, também são utilizados para representar distância nos desenhos e pinturas assim como a nitidez nos pormenores e detalhes.
- Os objectos a distancia tendem a ser mais claros e menos definidos enquanto que os objectos em primeiro plano são mais escuros e bem definidos.
Exemplos:
Analisemos duas imagens para estudar este conceito da perspectiva atmosférica.
O primeiro exemplo representa uma fotografia de uma paisagem marina.
E fácil apreciar como as montanhas mais distantes estão representadas mais claras, menos nítidas e com tons mais semelhantes á cor de fundo, ou seja o azul que é uma cor fria.
A montanha mais próxima do observador, aparece mais nítida, notam-se os pormenores das rochas e o tom verde (cor quente) da vegetação.
No segundo caso, uma pintura de Claude Monet, chamada “Meadow with Poplars”.
Podemos confirmar que as cores no fundo tendem ao azul, ou seja a cor do céu, cor fria, e ao mesmo tempo são menos definidas e nítidas que as árvores em primeiro plano as quais alem de terem maior definição, estão pintaras com vários tons de verde, que é uma cor quente. Para confirmar a utilização desta técnica, podemos ver que no plano mais próximo ao observador, existem flores são vermelhas, no entanto a medida que aumenta a distancia, as flores se tornam cor de rosa com tendência ao violeta ( vermelho mais frio), perdendo ao mesmo tempo nitidez.
Aprender a Desenhar – Como começar.
Aprender a desenhar e como começar… É tudo uma questão de prática e dedicação.
Poucas pessoas sabem fazê-lo maravilhosamente a primeira vez que pegam num lápis ou um pincel.
Para a restante maioria das pessoas, é uma questão de aprendizagem e não um dom. Pintar e desenhar são actividades que têm que ser estudadas, aprendidas e praticadas, da mesma forma como: aprender um novo desporto, uma nova língua, montar bicicleta ou escrever novelas.
É tudo uma questão de prática e dedicação. É precisamente a prática, o que faz a diferença entre um artista médio e um grande artista.
Dedicação
• Se deseja ter sucesso, eu recomendo não só saber como desenhar, mas o mais importante, dedicar tempo a prática do desenho e pintura pelo menos duas vezes por semana. Se quiser avançar mais rápido, logicamente deverá dedicar mais tempo a esta actividade.
• Um sítio calmo é o ideal para começar, no entanto, uma vez que adquira a capacidade de se concentrar, notará que qualquer sítio é bom.
• Algumas pessoas gostam de desenhar e pintar sobre uma superfície plana, como uma mesa ou secretaria outros preferem o cavalete e a facilidade de manipulação do mesmo para colocar a folha ou tela em qualquer posição… Isto é mesmo uma questão de preferência e hábito.
No entanto por experiência própria posso dizer que se tem o desejo de começar a desenhar para depois passar á pintura a óleo ou pintura a pastel, o mais conveniente é se habituar desde o início ao cavalete.
• Um fabuloso habito, para quem quer levar o desenho a sério é adquirir um bloco de esquisso que possa levar a qualquer sítio.
Observe tudo a sua volta, tentando descobrir as formas básicas por detrás de cada figura, veja como a luz se projecta sobre os objectos, observe as sombras, as proporções, os pontos de fuga das imagens em perspectiva e reproduza no seu bloco o que vê, em quanto espera no médico, no autocarro, no transito, nas ferias, em fim, qualquer momento é bom.
• Desenhe os objectos da sua casa, copie imagens de fotografias, desenhe as suas próprias mãos, os seus pés, a sua imagem do espelho…As oportunidades de praticar ficam só limitadas pela sua imaginação.
• Faça exercícios…Da mesma forma que qualquer desportista, apresentador de televisão ou cantor, faz exercícios de aquecimento e descontracção antes de iniciar a sua actividade … Antes de iniciar as suas aulas semanais, faça exercícios de aquecimento com as mãos a fim de descontrair os músculos do “desenho” e criar um fluxo de energia criativa entre o seu cérebro, os seus olhos, a sua ferramenta de desenho e a superfície de trabalho… Vejamos aqui alguns exemplos dos exercícios que pode fazer.
Miniaturas rápidas.

Seja qual for o objecto que pretende desenhar, antes de começar, faça pequenos e rápidos esboços em miniaturas, num papel aparte.
Faça pequenos quadrados de dois a quatro centímetros de lado usando rápidos traços de tons e meios-tons. Não se preocupe demais pela precisão.
Faça isto durante três ou quatro minutos até sentir que domina a intensidade das sombras e dos traços.
Desenhe com sombras.

O objectivo deste exercício é criar e definir a forma dos objectos mediante a realização de pequenos e rápidos traços e mediante sombras.
Os espaços recheios e vazios se representam mediante sombras, variando a pressão do lápis.
Trabalhe rapidamente sem se preocupar pela precisão mas sim pela representação tonal.
Movimente todo seu braço com fluidez e quando sinta que esta descontraído e confiante, pegue na superfície de trabalho e comece a desenhar!!!
Traçado de Linhas.
• Use um lápis afiado de grafite ou de carvão para desenhar apenas o esboço da forma ou contorno do seu modelo.
• Mantenha seu olho sobre o assunto, tanto quanto possível.
• Faça linhas longas e contínuas sem levantar o lápis do papel. Só quando for absolutamente necessário.
• Não adicione sombras. Inclua alguns detalhes para tornar o objecto reconhecível.
• Repita o exercício até se sentir confortável com os resultados.





















