Material básico para desenhar.
Janeiro 22, 2010 by Mag
Filed under Materiais de pintura
Adquira um conjunto de materiais de qualidade que o acompanhem por muito tempo.
A maioria dos materiais para desenho, não são caros e são fáceis de encontrar.
Se o seu objectivo é desenhar para depois passar a fase da pintura, então tenha a mão algum material e equipamento básico sem investir demasiado, mas se o seu propósito é aprender e se dedicar ao desenho como uma forma pura de manifestação artística, então deverá contar com melhores materiais e um equipamento mais completo…
Assim sendo, deverá investir em boa qualidade como uma forma de assegurar durabilidade por muito mais tempo.
Não esqueça também, se gosta de desenhar, comprar um conjunto que possa transportar quando viaja.
O equipamento básico, isto já você sabe com certeza, é lápis e papel.
Vejamos então algumas recomendações sobre os lápis e o papel mais indicado para começar:
Lápis B e HB
Estes lápis são mais suaves que os lápis do tipo H e são especialmente úteis e indispensáveis para os desenhos tipo rascunho o esquissos.
Esta gama de lápis possuem numeração tal como 2B, 4B, 6B, etc. Quanto maior o número mais suave, mais grosso e escuro será a mina do lápis.
Para começar eu recomendo que adquira uns quantos lápis 2B e 4B.
Papel para desenho
Para desenhar com estes lápis, poderíamos dizer que quase qualquer superfície é boa.
Umas folhas de papel a4 ou A5 de papel de cópia seriam suficiente para fazer os nossos primeiras rabiscas, treinos e exercícios.
papel de desenho
No entanto para obter melhores acabamentos e desenhos mais perfeitos, é recomendável adquirir blocos de papel para desenho como por exemplo estes tipos que vemos na imagem.
Estes blocos vêem em diferentes tamanhos e no geral em cor branco, embora também existam em outras cores, como cinzento claro e creme.
A gramagem deste tipo de papel é maior que para o papel tradicional de cópia e a sua textura é ideal para favorecer e aumentar a qualidade do trabalho.
Com o tempo, poderá experimentar com outras cores de papel e com outras texturas, mas esta é a minha recomendação para começar.
Treinar o cérebro para desenhar – Parte I
Tutorial: Treinar o cérebro para desenhar
ParteI
Desenhar uma assinatura!
Na sequência do processo para aprender a ver como os artistas, existem vários exercícios indicados para aguçar esta capacidade inata que todos temos e que depende directamente do desenvolvimento do lado ou hemisfério direito do cérebro.
Nesta serie de vários tutoriais que iremos apresentando a pouco e pouco, mostraremos alguns dos exercícios criados no sentido de ajudar a desenvolver estas capacidades…
Leia os artigos, faça os exercícios e não subestime o valor do informação…Você ficará surpreendido ao comprovar os maravilhosos resultados que sentirá, após algumas horas de trabalho.
Imitar uma assinatura.
E agora você estará a pensar…eu quero desenhar pessoas, objectos, coisas, animais! Ao que eu respondo: Sem presas, primeiro temos que treinar o nosso lado criativo.
Porque uma assinatura?
E para isso nada melhor que abstrair-nos do que estamos a desenhar…Uma assinatura não é outra coisa que uma sucessão de espaços positivos e negativos, formas e proporções entre eles.
Porque, virada ao contrário?
Simples…Para enganar ao nosso cérebro.
Quando vemos alguma coisa e pretendemos desenha-la, a primeira coisa que fazemos mesmo inconscientemente é interpreta-la e encaixa-la dentro dos padrões que conhecemos. Isto é um grande atrapalho na hora de desenhar, porque acabamos por não ver o que realmente temos a frente dos olhos e em lugar disso nos esforça-mos por trespassar ao papel formas baseadas nos preconceitos e imagens da nossa mente em lugar da realidade.

Acreditando ou não, passemos a fazer este exercício.
•As Formas.- Tente esquecer o que cada forma quer dizer e concentre-se exclusivamente nas formas. Ou seja: pense “esta é uma curva , aqui há uma inclinação, isto é um semicírculo…em lugar de pensar: isto é um “C” ou esta letra é um L ao contrario….Não pense assim, isto atrapalha!!!
•Os Ângulos: Concentre-se em ver as inclinações e ângulos?
•Espessuras: È constante ou varia
•Espaços: Procure os espaços ou saltos entre as formas.
•Estilo: Cada assinatura tem personalidade…Verifique se os traços são contínuos ou cortados…Se esta a imitar uma assinatura, tem que parecer verídica.!!!
Quando acabar, vire-a ao contrário o seu desenho e compare-a com o original. Que tal…são parecidas? Se não ficou parecida, faça o exercício de novo, desta vez com a assinatura ao direito, com calma e verifique:
• Qual resultado é melhor
• Qual fez com mais confiança
• Qual foi mais fácil.
Como ponto final, aconselho que repita este exercício com assinaturas de varias pessoas e não se precipite em começar a querer desenhar, recorde que o principal objectivo com este pequeno tutorial é melhorar a capacidade de coordenação entre os olhos e a mão… aprender a ver como os artistas vêm.



Nota.-
Aqui tem varias assinaturas de personalidades conhecidas para que pratique e se divirta um pouco.
Para satisfazer a sua curiosidade, você está a desenhar as assinaturas de Jackeline Bisset, Alfred Hitchcook, Elvis Presley e Joan Collins….
Parte-I: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar uma assinatura.
Parte-II: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar ao contrario
Parte-III: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar a sua mão
Treinar o cérebro para desenhar – Parte III
Tutorial: Treinar o cérebro para desenhar
Parte-III
Desenhar a sua própria mão
Em exercícios anteriores, aprendemos a reconhecer os contornos e desenha-los mesmo sem nos apercebermos.
Neste tutorial, aprenderemos a tomar consciência da existência desses contornos, segui-los, reconhece-los e desenha-los.
Aprendemos também a estreitar o relacionamento entre o que os nosso lhos vem e o que é transmitido á mão
O exercício e o tutorial que vamos explicar a seguir é conhecido como “Desenho de contorno a cegas” e sobre este tema falaremos mais a fundo em próximos tutoriais.
Antes de começar, gostaria que soubessem que este exercício, é celebre e conhecido no mundo do desenho, foi popularizado há muitos anos quando Kimon Nicolaides o expôs no seu livro “The natural way to draw” em 1941
Alguns Conceitos Importantes:
Desenho de contorno: Consiste em desenhar um objecto olhando constantemente para o objecto e para o nosso papel a fim de reproduzir exactamente o que vemos.
Desenho de contorno á cega: Quer dizer que devemos desenhar a olhar para um objecto sem tirar os olhos dele… Nunca devemos olhar para o papel.
O objectivo é começar a medir com a nossa mente e imaginação. Começar a aprender a medir espaços na nossa mente. E começar a forçar-nos para desenhar o que vemos a nossa frente….
Com certeza nunca antes tinha realizado algum exercício deste género, por tanto, leia as instruções e não se engane a si próprio.
Pegue numa folha em branco, um lápis e sente-se comodamente colocando a ponta do lápis no meio da folha.
Coloque o objecto que pretende desenhar num ângulo de 90ºem relação a superfície de trabalho, de forma que se estiver a olhar para o objecto, não conseguirá olhar para a folha.
Comece a desenhar o objecto sem separar o lápis do papel e sem olhar para ele. Tente medir mentalmente as distâncias do seu objecto.
Quando finalize, veja o que desenhou, compare-o e analise-o e divirta-se com o resultado.

Para complicar o assunto, sugerimos que realize o mesmo exercício:
• Olhando para a sua própria mão
• Uma flor ou qualquer outro objecto mais complexo.
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Observações e conclusões:
Você com estes exercícios estará a realizar uns dos mais importantes exercícios para aprender a desenhar, estará forçando ao seu cérebro a desenhar exactamente aquilo que vê sem criticar, sem intervir no resultado.
Não sinta frustração com os resultados iniciais. Lembre-se que esta a aprender uma coisa nova e por tanto tem que começar com treinos simples.
Assim como acontece com o desporto, o seu “músculo do desenho” tem que ser trabalhado.
Espero que este tutorial dividido em três partes, servisse para incentiva-lo a seguir neste maravilhoso mundo do desenho.!!!
Parte-I: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar uma assinatura.
Parte-II: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar ao contrario
Parte-III: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar a sua mão
Treinar o cérebro para desenhar – Parte II
Tutorial: Treinar o cérebro para desenhar
Parte-II
Desenhar ao contrario
Agora sim passaremos a desenhar coisas e não só uma assinatura.
Neste segundo tutorial da sequência aprender a ver, continuaremos o nosso trabalho para aprender a ver o que desenhamos, o qual é sem dúvida a chave para aprender a desenhar.
O nosso objective será tomar a figura que vemos na primeira imagem e a qual esta ao contrario, e desenha-la. Como já sabem, o objectivo é enganar ao cérebro, o qual ao ver uma imagem automaticamente coloca uma etiqueta um nome ao objecto que esta a ver e como consequência interfere na real observação da imagem que temos á frente.
Mesmo com as imagens ao contrário, vale a pena que saiba que o seu cérebro continuará á procura de símbolos conhecidos, por tanto para tirar o máximo proveito deste exercício, terá que lutar constantemente contra esta tendência.
Este exercício requer de grande concentração, procure minimizar qualquer distracção a sua volta quando comece a desenhar.
Imprima esta imagem numa folha tamanho A5, e escolha outra folha A4 para reproduzir o desenho.
Algumas dicas a considerarem para aproveitar ao máximo este exercício:
• Desenhe por secções. Quando acabar uma secção, passe para a secção seguinte. Passe de linha para linha, de espaço para espaço. Não desenhe o conjunto de uma vez para depois preencher o interior.
• Veja cada parte do desenho como formas. Não caia na tentação de por nome ao que vê. Em outras palavras, não pense, “isto é um olho”, “este é o lábio superior”. Em lugar disso tente pensar assim: “isto é uma curva pouco aberta”, “esta é uma linha com inclinação a direita”,etc.
• Se da por si a pensar em nomes em lugar de pensar em formas, pare, levante-se, olhe para outro sítio e retome de novo o seu desenho com a mente em branco.
Ao fazer este exercício muitas pessoas experimentam uma espécie de conflito interior. Existe uma tendência inconsciente em por nomes as formas que vê, de tentar reconhecer formas familiares…mas lute contra isso. Esse é o propósito destes exercícios…obrigá-lo a desenhar o que os seus olhos vêm
Se for o seu caso não se preocupe…esta no caminho correcto.
Quando acabar, vire o seu desenho e a imagem ao direito. Surpreendido?
Seguramente sim…então parabéns!!!
Pratique muito este aspecto importantíssimo do desenho. Esta é uma forma fantastica de aprender a ver as formas sem por nomes nos objectos que vê.
Parte-I: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar uma assinatura.
Parte-II: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar ao contrario
Parte-III: Treinar o cérebro para desenhar/ Desenhar a sua mão
Como desenhar: Desenho Negativo – ParteII
Como desenhar: Desenho Negativo
Explicação e utilização do “Desenho Negativo”
Parte II- Exemplificação
No exemplo que se segue, com certeza, conseguirá perceber com mais clareza o que é o “Desenho Negativo”.
Nesta segunda parte do tutorial para perceber o conceito e utilização dos espaços negativos e positivos e do desenho negativo, aprofundaremos ainda mais este conceito.

Por exemplo: se eu desenhar as linhas que vê na Imagem-1, quantas linhas diria que estão representadas.
Não sei quantas linhas você vê, mas a resposta certa é 5.
Três linhas pretas e duas brancas, formadas por espaços negativos e positivos.
Por enquanto, é difícil nos apercebermos de qual é o objecto e qual o fundo ou espaço negativo, mas no final será fácil perceber o conceito.

Vejamos agora uma variante do desenho anterior.
Fazemos o desenho maior, colocamos mais linhas e as unimos nos extremos.
Agora, seria capaz de dizer qual é o desenho dominante ou positivo, ou seja o objecto? Neste momento ainda é difícil de dizer, porque os dois espaços possuem igual peso ou proporção.
Poderíamos dizer que se trata de linhas pretas sobre um fundo branco, ou linhas brancas sobre um fundo preto….Mas continue a ler o tutorial….
Na terceira imagem, com toda certeza, fica evidenciado o conceito de desenho negativo:
O objecto, é o pente, o qual é branco e não foi desenhado. Para recreá-lo, enchemos espaços a volta dele.
Ele só existia na mente do artista até que mediante a criação do espaço a volta, o objecto surgiu.
Foi então o espaço negativo a volta do pente o que realmente definiu a sua forma.

Não é fácil pensar desta forma, já que estamos habituados a ver um objecto e desenha-lo. Por tanto é um desafio abstrair do objecto e desenhar o espaço, mas é uma das técnicas mais utilizadas em desenho especialmente no desenho em grafite.
Com o tempo se tornará mais e mais fácil, mudar da modalidade de desenho negative para desenho positive espontaneamente e vice-versa. E será também mais fácil e muito útil utilizar as duas modalidades quando desenha.
Este Tutorial foi possível graças ás informações contidas no Livro “Drawing from Line to Life de Mike Sibley”
Achou o tutorial interessante?….Então opine!!!!!!! E claro, veja a seguinte parte deste tutorial
Parte I- Desenho Negativo: O conceito
Parte II- Desenho Negativo: Exemplificação
Parte III- Desenho Negativo: Aplicação
Como desenhar: Desenho Negativo – ParteI
Como desenhar: Desenho Negativo
Explicação e utilização do “Desenho Negativo”
Parte I- O conceito
Antes de começar este tutorial, seria interessante explicar dois conceitos que se prestam a confusão:
Espaço negativo: São as áreas a volta do objecto e que definem o objecto.
Desenho negativo: Refere-se á criação deliberada dos espaços negativos a volta do
O que é exactamente o desenho negativo
Antes de explicar isto recorreremos a um exercício amplamente conhecido.
Se eu vos mostrar a imagem a seguir algumas pessoas dirão, que vem uma taça outras dirão que vem duas caras a olhar de frente uma para a outra.

Imagine agora que o objectivo foi criar de facto duas caras a olharem de frente uma para a outra. Então o espaço entre elas, foi criado deliberadamente para produzir o desenho, assim sendo, chama-mos desenho negativo, á técnica mediante a qual a imagem surge pela criação de espaços criados a volta dela…
Esta técnica é muito comum, quando desenhando com lápis sobre uma superfície branca, pretendemos desenhar um objecto que é branco. Então o que fazemos? Criamos espaços em sombra a volta de este.
Aprender a ver objectos brancos sobre uma superfície branca e desenhar os espaços a volta deste objecto com o fim de recreá-lo é uma das lições de desenho mais interessante que alguma vez aprenderá.
Esta técnica é também utilizada muito na pintura em aguarelas.
Uma vez que domine esta técnica, passará a utiliza-la sem sequer dar por isso…
Na Parte II deste tutorial, aprenderá algo mais sobre espaços negativo e positivo, e desenho negativo…
Parte I- Desenho Negativo: O conceito
Parte II- Desenho Negativo: Exemplificação
Parte III- Desenho Negativo: Aplicação
Aprender a ver
Agosto 22, 2009 by Mag
Filed under Artigos e Leituras, Desenho
Duas maneiras de ver
Na realização de qualquer arte, mas não só, existem e convivem duas formas de actuar e de ver ou reagir.
Está implícita na mente humana criativa estas duas formas.
Mas o que são essas duas formas, como influem nas artes e como foi este processo descoberto, é o que vamos brevemente descobrir neste artigo.
Estudos sobre o comportamento do cérebro humano e pesquisas recentes têm vindo a demonstrar que a constituição do cérebro em dois hemisférios, explicam as formas de processamento de dados e informações e determina a maneira como as pessoas vêem e resolvem e abordam certas situações.
Diz-se assim que existem duas formas de pensamento, o pensamento intuitivo e o pensamento analítico.
- O lado direito do cérebro domina o pensamento intuitivo, percebe e processa informações visuais da maneira pela qual devemos ver para podermos desenhar, intuitivamente, olhando para as formas, as cores, as sombras as distancias, as proporções e as relações entre elas.
- O lado esquerdo do cérebro, domina o pensamento analítico. Percebe de uma forma que parece interferir com o ato de desenhar. Ele analisa, abstrai, conta, marca o tempo, planifica cada etapa de um processo, verbaliza, faz declarações racionais baseadas na lógica.
Nas imagens que se seguem se mostra o seguinte:

a.-Uma mente lógica com pre-domínio do lado esquerdo do cérebro verá a Imagem-1 e dirá que esta a ver uma folha de uma árvore.
b.-Um artista, verá a mesma imagem e dirá que esta a ver uma figura simétrica, e automaticamente analisará as formas inerentes a essa figura, linhas projecções, simetrias,etc. (ver Imagem-2)
Mas cada hemisfério não actua separadamente, não existe ninguém que utilize só a metade esquerda ou a metade direita, ambos lados interactuam e convivem para resolver o nosso dia a dia, em certas ocasiões uma lado domina mais que o outro…mas em muitas ocasiões, e devemos chamar agora a atenção para o desenho, quando de desenhar se trata, cada lado do cérebro, se entorpece um ao outro, se não formos treinados para desligar e ligar no momento certo.

1.-A mente lógica não consegue desenhar facilmente porque ela permanece constantemente analisando o que vê, de forma objectiva. “Isto é um olho, eu não sei desenhar olhos, como são os olhos, mas para que preciso eu desenhar um olho, e se o desenhar mal, qual e a diferença?”; “este é o olho esquerdo, tenho que desenha-lo…mas não se parece com o meu olho”
2.- A mente visual e criativa no entanto, reage desta maneira: “Esta é uma curva que se intersecta com esta sombra” e “estas duas formas combinam-se para criar uma zona de luz no espaço negativo”. Dito de outra forma, não interessa como é o olho esquerdo para a mente artística…!!!
È isto o que temos que aprender principalmente se queremos desenhar de forma realista. Através de muitos exercícios que publicaremos neste blog esperamos que possa aprender o seguinte:
a.-Utilizar o seu lado direito do cérebro, ate agora subestimado num canto
b.-Por ao mando o seu lado direito do cérebro e tirar o maior proveito da sua capacidade intuitiva
c.-Transitar de um lado do cérebro a outro, do seu lado intuitivo ao seu lado analítico a vontade
Toda a gente incluindo-o a si próprio, pode desenhar, porque todas têm um lado direito…!
Pode desenhar por igual, paisagens, animais ou rostos, porque todos eles são feitos a partir de formas, linhas, sombras, etc
Espero que este artigo tenha sido de ajuda…Espero por sí sempre.!
Bons desenhos e Boas Pinturas!!!
Espaço negativo.
Uma breve explicação do significado do espaço negativo, acompanhado de exercícios.
Como já foi explicado num artigo anterior, a existência dos espaços positivos e negativos num desenho constituem uma ferramenta interessante para treinar ao principiante no processo de aprendizagem
Agora utilizaremos estes conceitos para aprofundar esta aprendizagem. O objectivo no exercício que se seque é enganar ao nosso cérebro lógico ao nosso favor de forma a facilitar o processo de aprendermos a ver como os artistas vem.
O exercício consiste no seguinte…em lugar de desenhar um objecto, desenharemos o espaço que o rodeia para assim definir esse objecto!
Porque estaremos a enganar ao cérebro?
Porque ele está habituado a ver um objecto, defini-lo e pôr-lhe um nome passando imediatamente a recrear a imagem desse objecto que esta gravada no subconsciente.
Desta forma se cria uma interferência entre o que o cérebro aceita como a forma desse objecto e a verdadeira forma que pretendemos desenhar.
A continuação tem um exemplo que gostaria que seguisse passo-a-passo:
Pegue numa folha de papel e desenhe uma cadeira tomando como exemplo qualquer uma das que se mostram nas imagens a seguir
Quando acabe de fazer este desenho não o critique nem opine sobre ele, simplesmente guarde-o. Falaremos dele no fim deste artigo.

A seguir, pegue em duas folhas tamanho A5 e desenhe em cada uma os seguintes desenho que se representam na Imagem-1 e Imagem-2
Quando acabe de os fazer, una-os de forma a obter a figura da imagem-3

Observações e Conclusão:
Achou fácil desenhar as cadeiras?
- Se achou difícil fazer este desenho ou se ele não ficou igual ao original, é porque se esqueceu de ver as formas e viu uma cadeira. Então tentou representar a cadeira que tem pré-desenhada na sua cabeça
- Achou difícil desenhar as formas representadas na Imagem-1 e Imagem-2?
Seguramente não. Alias, tenho a certeza que achou facílimo….Porque? Porque o seu cérebro calculista não sabia o que estava a desenhar e concentrou-se a preencher áreas com o lápis. Sem saber, estava a representar uma cadeira, mas não aquela que esta guardada na sua cabeça, mas aquela que teve que reproduzir a partir da imagem.
Hoje já deu um passo a frente e com certeza começa a acreditar que de facto é fácil aprender a desenhar mesmo sem dar por isso…
Volte sempre para próximos artigos, exemplos, exercícios dicas e tutoriais.
E por favor, opine, deixe o seu comentário. Eu gostaria de saber se o meu esforço vale a pena….
Bons desenhos!!!







