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Teoria da cor – Introdução.

April 4, 2009 by  
Filed under Teoria da cor

Na arte da pintura, assim como na fotografia e outras artes, compreender as bases da teoria da cor, é um conhecimento indispensável para o sucesso na correcta utilização e combinação das mesmas.

A teoria da cor compreende um conjunto de regras básicas que permitem misturar as cores para conseguir um resultado desejado. Devemos entender que as cores são tanto produzidas por pigmentos, como produzidas por luz.
Assim como os pigmentos e a luz se comportam de forma diferente em termos de como eles se combinam para criar as cores, assim também são diferentes as regras para lidar com cada um deles.

Uma boa compreensão da teoria das cores compreende temas que abordaremos sucessivamente, neste blog, mas como sempre e mais uma vez, só a traves da pratica, este conhecimento teórico fará algum sentido.

Estes são alguns dos temas que compõem o conhecimento da teoria da cor.

Alem dos temas abordados neste Blog, sobre a Teoria da Cor, poderá encontrar muito mais visitando o Atelier-Online

Características e qualidades das cores

January 26, 2009 by  
Filed under Teoria da cor

O valor de uma cor determina uma das suas principais qualidades e uma das principais ferramentas do artista plástico.

Nas artes plásticas, aplicamos o modelo de cor que considera como cores primarias o amarelo, azul e vermelho.
A mistura destas cores pode dar como resultado uma infinita combinação de mais cores.
Se alem disso, adicionamos a cor branca a cada cor, obtemos milhares de tonalidades de cada matiz ou tom.
O mesmo acontece se aditamos a cor preta à combinação.
Obtemos assim novas cores com distintas características que se desprendem da quantidade de luz (branco), sombra (preto); Isto determina o grau ou valor da cor, o seu factor de luminosidade ou escala tonal…Uma das principais ferramentas do artista plástico.

CONCEITOS IMPORTANTES

Matiz ou Tom
matiz-ou-tomE o factor diferencial de uma cor que se especifica com um nome e que o define em relação aos outros.
Por exemplo amarelo, verde, violeta, vermelho, etc. são tons ou matizes.
Para se mudar o tom ou matiz de uma cor, acrescenta-se outro tom, assim, obtemos diferentes gradações ou tonalidades

Tonalidade
tonalidadesEsta característica define variantes de um tom ou matiz (ou seja de uma cor) relacionadas com a sua saturação ou luminosidade ou como resultado da proporção das cores componentes ou das agregadas.
Por exemplo, o verde amarelado e o verde azulado são diferentes tonalidades do verde, mas também são tonalidades a gama de verdes obtida a partir da cor pura.

Grau ou valor de uma cor.
valor-tonal-da-corEste é um termo que tem a ver com a “Escala tonal” ou “escala de valores”, se utiliza para descrever que tão claro ou escuro é uma cor, e se refere à quantidade de luz percebida.
O valor é o grau de claridade ou obscuridade de uma cor.

Como bem sabemos, as cores do círculo cromático estão baseadas em cores puras. Para cada cor existem no entanto, versões claras e escuras. Estas versões das cores puras são denominadas tonalidades da cor.
Estas tonalidades podem ser reconhecidas em termos artísticos como sombras, para nos referirmos as cores escuras ou profundas. Qualquer termo é válido e simboliza basicamente que são cores pouco iluminadas que são obtidas por adição da cor preta á cor pura.
De igual forma existe a versão mais clara da cor, conhecidas como cores pastel, cores pálidas, tons claros.
À medida que se agrega mais preto a uma cor, se intensifica tal obscuridade e se obtém um valor mais baixo. À medida que se agrega mais branco a uma cor se intensifica a claridade da mesma, obtendo-se com isso valores mais altos.

Duas cores diferentes (como o vermelho e o azul) podem chegar a ter o mesmo valor ou tom, se consideramos o conceito como o mesmo grau de claridade ou obscuridade com relação à mesma quantidade de branco ou preto que contenha segundo cada caso.

A descrição clássica dos valores corresponde a claro (quando contém quantidades de branco), médio (quando contém quantidades de cinza) e escuro (quando contém quantidades de preto). Quanto mais brilhante for a cor, maior será a impressão de que o objecto está mais perto do que em realidade está.

Recapitulemos…
Cada cor pode ter diferentes valores, de acordo com o seu grau de claridade ou obscuridade reflectida.
Por exemplo, um vermelho claro tem valor mais alto do que um vermelho escuro. Desta maneira, “valor” significa a quantidade de luz que uma superfície tem a capacidade de reflectir.
Noutras palavras, refere-se a maior ou menor quantidade de luz presente na cor. Quando se adiciona preto a determinado matiz, este se torna gradualmente mais escuro, e essas gradações são chamadas escalas tonais. Para se obter escalas tonais mais claras acrescenta-se branco.
Para apreciar as diferenças tonais, ou gradações vejamos o desenho em anexo onde se representa a mistura de partes iguais de branco e preto.

valor-tonal

De todas as características das cores o valor cromático e o seu factor de luminância é das mais difíceis de dominar e no entanto a mais significante para o pintor. O valor numa obra deve ser o correcto.

Os mestres antigos, estudavam o valor em primeiro lugar.
Cores de igual valor quando se combinam, produzem efeitos relaxantes e prazenteiros, más são os toques de luz ou sombra os que capturam o observador.
As tonalidades escuros, ou sombras obtidas a partir do amarelo, laranja ou alguns vermelhos, são também conhecidos como cores terra
As tonalidades claras obtidas a partir de alguns vermelhos, laranjas e amarelos, são também conhecidos como “tans” ou pele.
O desenho a seguir, representa algumas cores com os seus equivalentes na escala tonal de cinzentos.

escala-tonal

Temperatura da Cor – Cores quentes e Cores frias.

January 23, 2009 by  
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Cores Quentes e Cores Frias
As cores possuem diversas qualidades e “temperaturas”, e também diversos efeitos excitantes sobre o sistema nervoso do observador.

O psicólogo alemão Wundt estabeleceu a divisão fundamental das cores em quente e frias.
As cores quentes são psicologicamente dinâmicas e estimulantes como a luz do sol e o fogo. Sugerem vitalidade, alegria, excitação e movimento.
As cores quentes parecem que avançam e que se aproximam.
As cores frias são calmantes, tranquilizantes, suaves e estáticas, como o gelo e a distância. As cores frias parecem que se retraem e que se afastam.

circulo-cromatico1
A temperatura das cores, designa a capacidade que as cores têm de parecer quentes ou frias e de transmitir sentimentos ao observador.
Quando se divide um disco cromático ao meio com uma linha vertical cortando o amarelo e o violeta, percebemos dois blocos correspondentes ás cores frias e as cores quentes.

CORES QUENTES.

Transmitem um efeito ou sentimento cálido ao observador, dão sensação de actividade, de alegria, de dinamismo, de confiança e amizade.
Se observamos o círculo cromático, vemos que as cores quentes são aquelas que participam da mistura com vermelho ou amarelo com qualidades positivas, atrevidas, excitantes, vibrantes e expansivas.  Sugerem calor, fogo, luz de sol, sangue, e possuem carácter inquieto, vivo e estimulante.

CORES FRIAS.

Transmitem ao observador uma sensação de frieza, mas também de tranquilidade, de seriedade, de distanciamento.
São as cores que participam do azul com carácter negativo, intimista, e reservado tranquilo e relaxantes. Sugerem frio, humidade, agua, luz de lua e relaxe.
Na natureza sempre encontramos as cores quentes ao lado das cores frias. E se encontramos cores frias juntas, uma delas será com tendência mais quente que a outra.

Pense nisto á hora de escolher as cores para pintar um quadro!

Modelos de Cor – Cor aditiva e Cor subtractiva.

January 20, 2009 by  
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Modelos de Cor
Cor aditiva e Cor subtractiva.

Ao falarmos de cores, temos que diferenciar duas linhas de pensamento distintas: a Cor-Luz e a Cor-Pigmento.
A cor-luz, baseia-se nas emissões da luz solar e pode ser vista percebida através dos raios luminosos e da sua decomposição a traves dum prisma
A cor-pigmento refere-se a substância usada para imitar os fenómenos da cor-luz. Estas cores podem ser extraídas da natureza, de materiais de origem vegetal, animal ou mineral, como resultado de processos de processos industriais, que dão origens aos pigmentos.

descomposicao-luz


Modelos de cor, refere-se ao padrão de representação e estudo das cores e as suas combinações.
Estes modelos servem para estudar o comportamento da cor em diversos âmbitos. Alguns dos modelos de cor mais conhecidos, englobam-se em dois grandes grupos, Modelos de cor aditiva e Modelos de cor subtractiva.
O modelo de cor aditiva mais conhecida é o Modelo RGB, alem do modelo tradicionalmente utilizado em Belas Artes.
Entre os modelos de cor subtractiva mais conhecidos, temos o modelo Modelo CMY e o Modelo CMYK.

aditiva-subtractiva

Modelo de “Cor subtractiva”
Quando falamos estritamente em termos de conceitos de pintura artística tradicional, vermelho, amarelo e azul são as cores primárias e puras a partir das quais todas as restantes cores são obtidas. Este modelo é conhecido como modelo de “Cor subtractiva” e do qual muitos de nos aprendemos na escola através da mistura das cores primárias.
Fora do âmbito da mistura da cores pigmento, este modelo baseado nas cores primarias nomeadas, é raramente utilizado.
Para efeitos impressão, as cores utilizadas nos modelos de cor subtractiva, são o ciano, magenta e amarelo, este modelo é chamado “CMY”.
Neste modelo, o preto é criado através da mistura de todas as cores, e o branco é a ausência das cores (assumindo que o papel é branco).
Este modelo corresponde também a um sistema de “Cor subtractiva”.
A combinação dos primários dão como resultado uma cor preta suja ou indefinido, pelo que é possível adicionar a cor preta obtida por outros meios, quando assim for, o modelo utilizado é o “CMYK”
No Modelo CMK o circulo cromático é baseado nas cores primarias ciano, magenta e amarelo, cuja mistura da como resultado o vermelho, verde e azul, como cores segundarias.



Modelo de “Cor Aditiva”.

Existem por tanto outras áreas de aplicação da cor e outros modelos de estudo da cor.
Os modelos de cor baseados nas misturas de pigmentos, correspondem a modelos de cores subtractiva. Quando misturamos cores de luz, usualmente Vermelho/Verde/Azul, estamos a utilizar um modelo de “Cor Aditiva”. Podemos nos referir a este sistema através do conhecido modelo “RGB”.
Todas as possíveis cores podem ser criadas através da mistura destas três cores luz. Todas estas cores quando misturados em partes iguais produzem o branco; quando não existe nenhuma cor luz, obtemos o preto.
Este sistema de “Cor Aditiva” aplica-se aos monitores de computador, televisão e vídeo projectores, todos os quais resultam da combinação das cores vermelho, verde e azul, cores primárias do círculo cromático para este modelo “RGB”.

A luz branca é composta das três cores primárias no modelo de cor aditivo, mas combinando essas mesmas cores em pigmento, ou seja no modelo de cor substractiva, o resultado será uma cor negra.

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O circulo cromático.

January 15, 2009 by  
Filed under Teoria da cor

O círculo cromático, tradicionalmente é representado como o próprio nome indica, por um círculo com 12 cores: três primárias, três secundárias (formadas pela mistura das primarias) e seis terciárias, criadas pelas misturas das primárias com as secundárias.
No âmbito artístico, normalmente são utilizadas como cores primarias o amarelo, azul e vermelho, com as cores secundárias, laranja, violeta e verde, resultantes da mistura das cores primarias.

Passemos a explicar de uma forma simples:

  • Amarelo misturado com azul em partes iguais dão como resultado o verde
  • Azul misturado com vermelho em partes iguais dão como resultado o violeta
  • Vermelho misturado com amarelo em partes iguais dão como resultado o laranja

A partir destas cores, muitas outras são criadas, por adição do negro para formar as sombras o cores escuras e por adição de branco para formar as luzes, cores claras ou cores pastel. Esta gradação das cores conforma outras das suas características, as tonalidades, tema que abordaremos num próximo artigo.

circulo-cromatico1

Circulo Cromático desenhado pelo Atelier-Online

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